O jogo está empatado a 4'' do fim e a tua equipa precisa de um cesto para ganhar. Tens Damian Lillard, Wes Matthews, Nicolas Batum, LaMarcus Aldridge e Robin Lopez em campo. Para qual deles desenhas a jogada para o último lançamento? Para Lillard? Para Aldridge? Para Matthews? Não, para Robin Lopez, claro:
Que a bola ia para Lillard, para Mathews ou para Aldridge foi o que os Nuggets pensaram. Mas o treinador dos Blazers surpreendeu e foi para o jogador menos provável dos quatro que estavam dentro de campo (Batum estava a repor).
A jogada foi muito, muito simples. Tão simples que é quase embaraçosa. Começou com os quatro jogadores de campo dispostos nos cantos da área restritiva:
Lillard e Matthews abriram para os cantos do campo e Aldridge, depois de ameaçar que ia receber um bloqueio de Lopez, subiu para o topo do garrafão:
Aldridge recebeu a bola no topo do garrafão e neste momento os Nuggets deviam pensar que ele ia jogar 1x1 e tentar o lançamento. Só que enquanto os defensores dos Nuggets pensavam isso (e porque pensavam isso), Robin Lopez conseguiu estabelecer posição bem dentro do garrafão, mesmo debaixo do cesto, receber a assistência de Alrdridge e marcar um cesto fácil:
Não fizeram um único bloqueio (!), toda a jogada foi feita só com cortes e movimentação dos jogadores. Foi uma combinação muito simples, mas que surpreendeu pelo jogador escolhido para finalizar (o menos dotado ofensivamente de todos).
Terry Stotts pensou fora da caixa e compensou. Na semana passada, os Spurs já nos tinham dado um exemplo de uma jogada colectiva no final do jogo ao invés de uma jogada de isolamento e agora os Blazers dão-nos outro exemplo de uma jogada simples, mas que foge do convencional e do esperado naquela situação e que surpreende, por isso, a equipa adversária.
Como os Spurs na outra jogada e os Blazers nesta demonstram, variar é bom e traz bons resultados. Portanto, treinadores da NBA, mais disso, se faz favor.
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