Na semana passada, o Ricardo Brito Reis disse-nos a sua aposta para o vencedor do Este. No Contra-Ataque de hoje, o seu palpite para o vencedor do Oeste:
Spurs ou Spurs? Mavs!
por Ricardo Brito Reis
Depois de, na semana passada, ter escrito que aposto
nos Washington Wizards para vencer a conferência Este e chegar às Finais da NBA
(OK, fãs dos Bulls, admito que se o conjunto de Chicago tiver saúde e factor-casa
nos playoffs será difícil fazer frente a Derrick Rose e companhia!), hoje faço
o mesmo exercício para o Oeste.
Nesta conferência, há várias candidaturas a chegar
longe e os campeões San Antonio Spurs estão, para a maioria dos adeptos e
analistas, na liderança desse lote de equipas. Há, no entanto, uma formação que
me "enche as medidas", quer pelo que já evidenciou na época passada,
quer pelo que tem mostrado este ano. E não são os Golden State Warriors.
Os Dallas Mavericks são, na minha opinião, o mais
forte candidato a destronar o
basquetebol-à-europeia-e-que-é-um-verdadeiro-regalo-para-os-olhos dos homens
orientados por Gregg Popovich e estou convencido que, esta temporada, os Mavs
vão repetir a festa de 2011, ano em que se sagraram campeões à custa de um «Big
3» de Miami ainda enferrujado.
Depois de uma eliminação em 7 jogos às mãos dos Spurs,
Mark Cuban apostou muito forte para esta época - e convém gastar as fichas
todas enquanto estiver em Dallas um tal de Dirk Nowitzki - e a «offseason» foi
de mais uma mini-revolução no plantel às ordens de Rick Carlisle. O Márcio
dissecou as entradas e saídas antes do arranque da época (http://setevintecinco.blogspot.pt/2014/10/boletim-de-avaliacao-dallas-mavericks.html)
e sublinhou, na altura, a importância da chegada do poste Tyson Chandler e o
que poderia significar a perda de Jose Calderon e Vince Carter.
Mas, mesmo tendo em conta a saída dos dois veteranos,
a formação do Texas apresenta, a par dos Spurs, a média de idades mais elevada
da liga norte-americana (28,7) e uma média de anos de NBA a rondar os oito
(7,7). Não vão para novos, mas têm muita experiência, incluindo experiência de playoffs.
E se é verdade que metade da equipa é literalmente
nova, os primeiros vinte jogos da época (15V-5D) têm revelado consistência e
regularidade assinaláveis.
E se é verdade que metade da equipa é literalmente
nova, jogam quase de olhos fechados e parece que se conhecem todos há anos.
Procuram sempre a melhor solução de lançamento e os números provam-no.
Os Mavericks lideram - ou ficam muito perto disso - em
vários rankings colectivos, sobretudo no capítulo ofensivo. São 1º em rating
ofensivo (113,4), 1º em pontos por jogo (110,2), 4º em percentagem de
lançamentos (47,8%), 5º em assistências (24,4), 4º em turnovers (11,7) e 1º em
pontos a partir de turnovers do adversário (21,8). A defesa não é a melhor da
NBA (13º no rating defensivo), mas também é verdade que têm dado muitas
primeiras partes de "borla" e, quando aumentam a intensidade
defensiva, são um "osso duro de roer". Ainda assim, são 3º em
desarmes de lançamento (5,7), 2º em pontos do adversário na área restrictiva
(35,9) e 2º em pontos do adversário a partir de turnovers (12,8).
O 18º lugar no ranking dos ressaltos (30,8/jogo e
muito longe dos 47,4 dos Portland Trailblazers) é um registo especialmente
negativo, até porque Tyson Chandler (11,9) é o terceiro melhor ressaltador da
NBA. Há pouca gente a entrar na luta das tabelas, o que se pode explicar pelo
facto de o extremo/poste da equipa - o tal de Nowitzki - jogar, sobretudo, em
áreas afastadas do cesto, mas este aspecto estará, com certeza, no topo da
lista de preocupações de Rick Carlisle.
No topo da lista de preocupações das equipas
adversárias está a quantidade de ameaças ofensivas dos Mavericks. Monta Ellis
(20,7 pontos/jogo), Dirk Nowitzki (19,6) e Chandler Parsons (14,9) podem
decidir qualquer partida e ainda há que contar com os contributos de Tyson
Chandler, Brandan Wright, Devin Harris, J.J. Barea e Jameer Nelson. A receita é
manter os texanos abaixo dos 100 pontos - perderam os três jogos em que isso
aconteceu -, mas a tarefa é muito, muito difícil.
Carlisle sabe que a saúde será um factor decisivo,
esta época, e tem promovido uma rotação larga, com dez jogadores com médias
acima dos 12 minutos por jogo e apenas dois (Ellis e Parsons) acima dos trinta
minutos. A estratégia parece acertada e está a dar frutos. Será o troféu Larry O'Brien
o maior fruto? Eu digo que sim.


Concordo com quase tudo!!! Penso k os Mavs serao o maior obstaculo para os Spurs, ja o foram o ano passado e este ano mt mais. Mas...penso k os spurs chegarao novamente às finais com ou sem homecourt
ResponderEliminarEspero que te ouçam e os meus Mavs sejam campeões ^^ mas ainda há muito para evoluir na minha opinião e apesar de já irmos em 20 jogos realizados acho que ainda não encontramos equipas suficientemente difíceis para dizer já que vamos chegar longe. Das difíceis ganhamos aos Pelicans, Wizards e Raptors apenas e perdemos contra Heat, Blazers, Spurs, Pacers e Rockets. Há muito mas muito para evoluir.
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