30.11.11

Os 10 melhores free agents de 2011-12 - Restricted


Se o que abunda entre os agentes livres sem restrições são veteranos que já passaram os melhores anos das suas carreiras, mas ainda podem ser jogadores bastante produtivos, podem dar uma ajuda importante em qualquer equipa e ser uma adição valiosa para qualquer balneário, o tema nos agentes livres com restrições, pelo contrário, são jogadores jovens que ainda não atingiram o pico das suas carreiras e (alguns mais que outros) ainda procuram provar o seu valor na liga. 

A lista é mais reduzida que a dos unrestricted e é, obviamente, mais difícil contratar um destes, porque as suas actuais equipas podem igualar qualquer oferta doutra equipa. Por isso, a menos que aquela não pretenda continuar com o jogador ou a menos que a oferta seja tão alta que não possa ou não queira igualar (que é exactamente o que acontece muitas vezes; muitos daqueles maus contratos de que os donos se querem defender são feitos com restricted free agents, quando alguém oferece dinheiro a mais a um para conseguir roubá-lo à sua equipa), muitos dos jogadores desta lista vão continuar onde estão. 

Até porque muitos deles são, como diziamos, jogadores jovens, com margem de progressão e que ainda não atingiram o máximo da sua produção. Produção essa que as equipas querem manter para si, pois muitos deles são apostas para o futuro ou já mesmo peças importantes na equipa.

O que não quer dizer que as equipas adversárias não os vão tentar recrutar. Para estes dez, por exemplo, vão, de certeza, haver pretendentes:


10- Mario Chalmers
Teve altos e baixos ao longo deste primeiro ano da experiência dos Três Super-Amigos, andou pelo cinco inicial, andou pelo banco, jogou pouco, jogou muito, até finalmente conseguir um lugar importante na rotação durante os playoffs, onde se afirmou como o seu melhor base. Em Miami devem querer mantê-lo, mas não devem estar dispostos a pagar muito por isso. É mais útil para os Heat (que não precisam dum base construtor de jogo) do que para a maioria das outras equipas, mas resta saber se mais alguém vai querer roubá-lo de Miami.

9- DeAndre Jordan
A sua exposição mediática disparou desde que Blake Griffin aos Clippers. De repente, DeAndre Jordan entrou no radar da NBA e chega a entrar em discussões sobre os mais promissores postes da liga. Não iremos, nem pouco mais ou menos, tão longe, mas admitimos que a sua produção subiu em 2010-11 (também porque jogou mais). Chris Kaman deve ser trocar e Jordan o poste em que os Clippers vão apostar esta época. O potencial está lá, vamos ser se o concretiza.

8- Thaddeus Young
E não podemos falar de potencial por concretizar sem falar de Young. O small forward/power forward dos Sixers promete explodir e tornar-se um jogador de cinco inicial desde que chegou à NBA. Mas até agora tem sido irregular e só temos o Young de topo em bocados da temporada. Mas é bastante jovem ainda (23 anos) e há equipas interessadas em explorar esse potencial.

7- Arron Afflalo
Bom defensor, bom atirador, bom jogador de equipa. Para os Nuggets deveria ser uma prioridade mantê-lo, mas com Nené, Kenyon Martin, JR Smith e Wilson Chandler para tratar, Afflalo pode ser um dos que fica para trás. Se acontecer, é uma pena para Denver e uma sorte para quem o apanhar (os Bulls, por exemplo, que vão atrás de Jason Richardson, tinham aqui um shooting guard que é bom atirador também e melhor defensor que J-Rich)

6- Aaron Brooks
Que Aaron Brooks vamos ter este ano? O de 2009-10, quando foi o Most Improved Player (19.6 pts e 5.3 ast), ou o de 2010-11, quando saiu do banco dos Suns apenas 18 minutos por jogo e baixou para os 10.7 pts e dos 39% de 3pts em 2009-10 para 29%? Se tivermos este segundo, nem sabemos se os Suns vão ficar com ele, mas se tivermos o primeiro, é um base que qualquer equipa gostava de ter.

5- Rodney Stuckey
Os Pistons estão uma confusão e no início (ou a meio?!) duma reconstrução da equipa. Stuckey é uma das apostas para o futuro e uma das suas prioridades nesta free agency. Ainda há aquela dúvida se Stuckey é point guard ou shooting guard e em qual posição rende mais. Nos Pistons é a base que ele vai jogar, mas essa polivalência pode fazer com que outras equipas procurem os seus serviços, pois um jogador que faz os dois lugares do backcourt é sempre útil.

4- Luc Mbah-a-Moute
Um dos melhores defensores, senão o melhor, desta colheita de free agents. Mbah-a-Moute foi um os pilares da defesa dos Bucks e um defensor como ele tem lugar em qualquer equipa da NBA. Vai levar um grande aumento no salário (ainda está no contrato de rookie e não chega ao milhão de dólares/ano), seja dos Bucks, seja doutra equipa.

3- Jeff Green
De escudeiro de Kevin Durant em Oklahoma City para herdeiro de Pierce e Garnett em Boston, Jeff Green é um jogadores mais versáteis (pode jogar tanto a small como a power forward) que os Celtics têm. É o único restricted free agent da equipa (todos os outros, e são muitos, são unrestricted), mas é o melhor de todos os seus free agents e deve ser a prioridade para renovar.

2- Marcus Thornton
Thornton pode ser o melhor shooting guard desta colheita de free agents. É, pelo menos, o melhor marcador de pontos entre todos eles. Tem de melhorar ainda na defesa e se essa é a necessidade da vossa equipa entao vão buscar outro. Mas se precisarem dum shooting guard ofensivo e que meta a bola no cesto, Thornton é o vosso homem. 

1- Marc Gasol
Mas o melhor jogador disponível entre os agentes livres com restrições (e luta pelo título do melhor jogador entre todos os agentes livres com Nené) é o mano Gasol mais novo. O poste espanhol é um pilar defensivo dos Grizzlies e um jogador que evoluiu muito ofensivamente e tem também um importante espaço no seu ataque. Parece que, afinal, a troca de Pau para os Lakers não foi assim tão desproporcionada. Três anos depois da mesma, Marc vai ser dos jogadores mais cobiçados nesta free agency. Grizzlies, Heat, Celtics, Knicks, Thunder, meia NBA parece interessada nele. Mas percebe-se, pois, como vimos com Chandler em Dallas, um bom poste pode mudar o destino duma equipa. E Marc é um excelente poste nos dois lados do campo. E esses são ainda mais raros.


E depois temos três casos curiosos e (cada um pela sua razão) bicudos em que a questão é: será que alguém vai arriscar?

Greg Oden 
Será desta que aguenta uma temporada (esta é mais curta e tudo) sem se lesionar? Será que os Blazers vão apostar alguma coisa nisso? Será que alguma outra equipa vai?

Wilson Chandler
Se não tivesse um contrato na China sem cláusula de saída pós-lockout estava de caras na lista dos 10 melhores. Assim, enquanto for incerto se vai voltar à NBA esta temporada nenhuma equipa deve arriscar.

Nick Young
E este, se tivesse juízo e qualquer coisa que se assemelhasse a uma selecção de lançamento, estaria na lista também. O talento não lhe falta, mas será que alguma vez vai ser mais que isso? E será que alguém quer arriscar?




(a seguir: os nomes que se podem juntar a esta lista de jogadores disponíveis quando a temporada começar. Não são free agents, mas, com a cláusula de amnistia no novo CBA, podem tornar-se num mais cedo do que esperam)

8 comentários:

  1. No site da nba diz que o aaron brooks também deve de ficar na china (tal como o jr smith e o kenyon martin) .

    ResponderEliminar
  2. Se assim for, vão ser já 3 grandes perdas! Principalmente o JR Smith. Já agora, será que o Deron Williams regressa este ano?

    ResponderEliminar
  3. a contar com o wilson chandler são 4 perdas, e três para os nuggets , mas acho que o contrato do d-will dizia que se o lockout acabasse ele voltava .

    ResponderEliminar
  4. o gasol era bom era pos heat

    ResponderEliminar
  5. Tens razão, Miguel, Aaron Brooks foi o último jogador da NBA a sair para o estrangeiro. Assinou no dia 18 de Novembro (se tivesse esperado mais uns dias...) e na liga chinesa não autorizavam contratos com cláusula de regresso assim que acabasse o lockout.
    Por isso, tal como vocês disseram, o JR Smith, o Kenyon Martin e o Wilson Chandler (razia para os Nuggets!) estão na mesma situação.

    Ora o contrato diz que não podem sair, mas é claro que podem sempre chegar a acordo com a equipa para os deixar sair ou então indemnizá-la e pagar o que faltar cumprir do contrato. Não acredito que eles não queiram voltar à NBA e fiquem na China até ao fim da temporada. Mas têm de resolver a sua situação antes de poderem entrar nestas contas da free agency.

    Em relação a Deron Williams, e aos outros jogadores que vieram para a Europa, esse problema não se coloca, pois (à excepção de um ou dois casos - Sonny Weems, por exemplo, não tem essa cláusula no contrato com o Zalgiris Kaunas) todos têm essa cláusula no contrato e já começaram a regressar aos Estados Unidos.
    Deron Williams publicou um tweet a despedir-se dos fãs turcos assim que saiu a notícia do acordo.

    ResponderEliminar
  6. Mas ao que parece o Chandler vai mesmo ficar na China , ele já o afirmou .

    ResponderEliminar
  7. Não sei ao certo se o salário do Marc Gasol é exigente. Se não for muito, acho que os Heat podiam e deviam contratá-lo. até porque eles precisam fundamentalmente de um poste como o Marc. Jogadores como o Dampier e Magloire não me parecem úteis para uma equipa com aspirações ao título! Mas acho que já li que esses não vão continuar...

    ResponderEliminar
  8. Os Heat chamavam um figo a Marc Gasol (ou a Nené ou a Tyson Chandler). Contratar um bom poste está seguramente no topo da lista de Pat Riley para esta free agency e com qualquer um destes, estariam já com uma mão no título.

    Se o salário do Gasol é exigente? Bem, ele na temporada passada ganhou 3.4 milhões, mas vai receber ofertas mais altas de certeza. Os Heat estão acima do salary cap para este ano (têm neste momento 65 milhões em salários e o salary cap é 58), por isso só lhe podem oferecer a mid level exception (MLE), 5.7 milhões/ano.
    E não me parece que isso seja suficiente para o contratar. Até porque os Grizzlies não querem que ele vá para lado nenhum e com uma oferta desse valor, igualam de certeza.

    Um poste que pode estar ao alcance da MLE dos Heat é Samuel Dalembert. Bom defensor, bom nos desarmes de lançamento, pode ser a presença defensiva interior que lhes falta.

    ResponderEliminar