14.1.12

NBA 2011-12: Esperem o inesperado


Três características estão a definir (e vão definir) esta temporada na NBA: velocidade, imprevisibilidade e sorte. 
Com tantos jogos concentrados em menos tempo, os acontecimentos sucedem-se a um ritmo supersónico. Piscamos os olhos e perdemos logo alguma coisa. Ficamos um dia ou dois sem ver jogos e perdemos logo recordes históricos, momentos marcantes e jogos emocionantes. É essa a primeira grande característica desta época: não podemos desligar-nos por um segundo que seja sem nos arriscarmos a deixar algo importante passar ao lado.

Vejam o exemplo desta semana: só nestes últimos 5 dias tivemos Dwight Howard a bater o recorde da NBA de lances livres tentados num jogo (39!), Dirk Nowitzki a tornar-se o 23º jogador na história a atingir os 23.000 pontos, os Heat, depois dum começo demolidor, a perderem três jogos seguidos, Kobe Bryant numa série de  três jogos consecutivos a marcar 40 ou mais pontos e os Hawks a sofrer um duro golpe nas suas aspirações com a lesão prolongada de Al Horford. E isto só para referir algumas das coisas mais importantes que aconteceram.


O que nos leva à segunda característica desta temporada: tudo pode acontecer. Se numa temporada normal na NBA, qualquer equipa pode ganhar a qualquer uma, então numa temporada com os training camps reduzidos e com tantos jogos em tão pouco tempo, isso nunca foi tão verdadeiro. Com tantos back-to-backs e com back-to-back-to-backs, qualquer equipa pode ganhar qualquer jogo (pronto, tirando os Wizards!). Numa noite podemos ter os Hawks a perder com os Bulls e na noite seguinte ter os mesmos Hawks a ganhar-lhes por 30. 

Temos visto equipas a fazer grandes exibições numa noite e exibições para esquecer no dia seguinte. E até na mesma noite e dentro do mesmo jogo, vemos oscilações grandes nas exibições. E pode acontecer a qualquer equipa. Se as mais veteranas sentem mais dificuldades em aguentar a carga física e o cansaço provoca a irregularidade, as mais jovens sentem mais dificuldades em aguentar o cansaço mental de tantos jogos seguidos e isso provoca irregularidade também. Podemos, por isso, esperar tudo.

E essa carga física e mental, aliada ao pouco tempo de preparação que as equipas tiveram, leva-nos à terceira característica desta temporada: mais lesões. O esforço maior e o tempo de descanso menor provocam inevitavelmente mais desgaste nos corpos dos jogadores. Mais desgaste deixa-os mais propensos a lesões. E até agora temos tido muitas. Entorses, estiramentos e pequenas mazelas têm sido às dezenas e não há uma equipa que não tenha já tido baixas. E, infelizmente, também já tivemos algumas lesões mais graves.

Al Horford rompeu na quinta feira um músculo do peito e está fora de combate por 3 ou 4 meses. Um rude golpe para uma equipa dos Hawks que estava a ter um óptimo começo e estava melhor que em anos anteriores. Agora sem Horford as suas aspirações de desafiar as melhores equipas do Este devem ir desta para melhor. Kwame Brown também está fora de combate por 3 ou 4 meses com uma lesão semelhante e embora este não tenha a mesma importância que Horford, é uma baixa importante para uns Warriors pequenos e com um frontcourt limitado.

Os Grizzlies também foram atingidos pela falta de sorte e sem Zach Randolph por 2 a 3 meses vai ser dificil repetir o êxito da temporada passada. Os Spurs ficaram sem Ginobili por 2 meses também. A sorte vai ter, por isso, um papel maior que o habitual. Basta um momento de azar para mudar todos os planos e poder estragar a temporada duma equipa. 

Este ano, portanto, tudo vai acontecer mais rapidamente e de forma mais imprevisível. Esperem tudo, porque tudo pode acontecer. Que temporada esta!

5 comentários:

  1. Daí a importância de ter um «rooster» profundo para poder limitar o número de minutos por partida, nomeadamente no caso de jogadores na casa dos trinta e picos, para controlar o cansaço acumulado e prevenir lesões.

    É isso, por exemplo, que os Mavs estão a fazer. Dirk jogo 20 minutos, no máximo 30, por isso os seus números fraquinhos neste início de temporada.

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  2. Artigo muito bem escrito e concordo completamente. Vão ser poucas as equipas que em dada altura não lhes vai faltar algum jogador preponderante devido lesões. Mas penso que no final os mais fortes vão estar na disputa (Okc, heat e bulls na minha opinião)

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  3. Também acho que os favoritos são os Bulls, os Heat e os Thunder pois são os que têm mais talento e um maior número de soluções no plantel (profundidade). Acham que pode haver mais algum campeão para além destas equipas?

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  4. okc, heat, sa (kd voltar ginobli) e atençao a denver, estao a jogar mt e sao para mim a melhor ekipa ate ao momento a par dos okc. em Este nao vejo kem podera dar luta aos heat (penso k ainda falta kk coisa as bulls). infelizmente os dallas eh k nao me parecem capazes de defender o titulo mas pode ser k ate ao play-off entrem nos eixos!

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    1. eu acho que os Clippers quando se entrosarem também podem ser contenders como tb os Lakers, quem tem Kobe tem aspirações a tudo...

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