7.2.12

NBA 2011-12, onde as lesões acontecem


A jornada da noite passada não foi uma boa jornada para a NBA. A enfermaria da liga, já recheada, teve mais umas entradas importantes: Billups lesionou-se no tendão de Aquiles e pode estar de fora o resto da temporada, Carmelo Anthony fez um estiramento na virilha, Derrick Rose abandonou o jogo a meio do segundo período com espasmos nas costas e Danilo Gallinar vai estar no estaleiro por tempo prolongado, depois de partir o pé.


O que levanta uma questão (que é uma das que marcam esta temporada e uma que já tinhamos abordado aqui): qual o preço a pagar por ter uma temporada completa (ou quase completa) este ano?

Numa temporada regular normal, os jogadores têm 82 jogos ao longo de seis meses. Nesta, vão ter de jogar 66 em menos de quatro meses. Normalmente, jogam uma média de três jogos por semana, mas nesta época compactada, esse número sobe para quatro jogos por semana. O que provoca um desgaste muito maior e aumenta bastante o risco de lesões. 

Para além disso, ainda tiveram um training camp reduzido, logo menos tempo para se prepararem e para se porem em forma. O que ainda aumenta mais o risco de lesões. E como temos visto até agora, estas têm abundado este ano. Não há nenhuma equipa que não tenha sido atingida e que não tenha já tido jogadores de fora por problemas físicos. Alguns (como Ginobili, Zach Randolph ou Brook Lopez) com lesões mais prolongadas, outros com pequenas mazelas, que os deixam de fora alguns jogos apenas (e estes são às mãos cheias e demais para nomear). Mas nenhuma equipa teve todos os seus jogadores disponíveis em todos os jogos.

E depois, com tantos jogos concentrados em tão pouco tempo, há também menos tempo para recuperar. Logo, com tantos jogos, tanto desgaste e tão pouco tempo para recuperar, dá no que temos visto toda a temporada: irregularidade na produção dos jogadores e dificuldade de muitos deles em encontrar a melhor forma. 

E basta uma semana de fora para um jogador perder logo quatro ou cinco jogos da sua equipa. O que no fim pode ser decisivo para a classificação. No fim da temporada regular vamos ter equipas a ficar de fora dos playoffs por uma ou duas vitórias, por isso, uma que perca um dos seus jogadores mais importantes por meia duzia de jogos pode ficar irremediavelmente para trás.

À primeira vista, ter tantos jogos faz as delícias de qualquer fã. Este ano não há dias mortos e todos os dias temos mãos cheias de jogos para ver. Mas a que preço? Será melhor ter todos estes jogos à custa da produção e do nível exibicional ou ter menos, mas melhores jogos? 

É óptimo ter tantos jogos para ver, mas trocava isso pela oportunidade de, no final da temporada regular, ter as equipas com todos os seus jogadores disponíveis e na sua melhor forma. Trocava 66 jogos por 40 ou 50 que permitissem às equipas chegar aos playoffs com todas as suas armas disponíveis e em forma. 

Trocava 66 jogos por uma temporada em que a equipa vencedora não fosse uma que teve a sorte de não ver nenhum dos seus jogadores importantes a lesionar-se. Trocava estes jogos todos por uma temporada em que ganhasse não a melhor de entre as afortunadas pela sorte, mas sim a melhor entre todas.

4 comentários:

  1. Como fan dos Hornets, terminava já a temporada... para além do mau jogo da equipa (vamos ver a sorte da lottery), falta de sorte e qualidade nos momentos finais, etc,etc... Os Hornets dão-se ao luxo de ter o Jarrett Jack (melhor PG) lesionado, o Eric Gordon (melhor jogador) lesionado, o Carl Landry (PF de qualidade) lesionado, o Jason Smith (back-up PF) lesionado e o DaJuan Summers (3º SF) lesionado... enfim, para o ano há mais, espero...

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  2. Vi o jogo entre Hornets e Pistons e realmente, houve muito azar dos Hornets, levar com o Jason Maxiell em cima do joelho como aconteceu com o Carl Landry foi muito azar :s

    Por falar em Draft, aconselho a verem jogar Kentucky. O Anthony Davis é UMA MAQUINA e a equipa é fantastica: 23-1!

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  3. A parte positiva desta situaçao é que as equipas acabam por ter de encontrar outras soluçoes e recorrer a jogadores que numa temporada normal jogariam poucos minutos e aparecem como óptimas alternativas.

    Vejam o caso do Jeremy Lin nos últimos 3 jogos dos Knicks, penso que já ninguem acha que esta equipa precisa de um base... nem de Carmelo... nem de Amare... parece que com o Lin, todos os outros 4 jogadores que estao no campo passam a jogar muito melhor.

    E pensar que este rapaz nao foi draftado, jogou uma média de 2 min/jogo pelos Warriors no ano passado e andava perdido pela D-League (a fazer médias impressionantes por sinal...)

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  4. Eu até concordo, mas que diabo, isto não era suposto lá mais para a frente? É que até agora, ainda nem metade da temporada decorreu, e as lesões ocasionadas por grande numero de jogos, são na maior parte, lesões de esforço.
    Eu penso é que tem havido azares que não têm muito a haver com a compactação da temporada, e também se têm corrido muitos riscos (toda a gente gosta de ver grandes afundanços, mas muitas lesões a nível de pulso ou mão (e não só), são sofridas na sequência de afundanços).

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