Para encerrar a Central Division, vamos hoje até ao Wisconsin ver que tal foi a offseason da equipa de Milwaukee:
Milwaukee Bucks
Saídas: Carlos Delfino, Kwame Brown, Shaun Livingston, Jon Brockman e Jon Leuer
Entradas: Samuel Dalembert, Joel Przybilla, John Henson (14ª escolha no draft) e Doron Lamb (42ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Brandon Jennings - Monta Ellis - Luc Mbah a Moute - Ersan Ilyasova - Samuel Dalembert
Banco: Beno Udrih - Doron Lamb - Mike Dunleavy - Drew Gooden - Ekpe Udoh - Joel Przybilla
Treinador: Scott Skiles
Balanço: Os Bucks já tinham feito a sua revolução e as suas maiores mudanças no trade deadline da época passada, com a troca de Andrew Bogut e Stephen Jackson por Monta Ellis, Ekpe Udoh e Kwame Brown. Esta offseason era uma oportunidade de completar as mudanças no plantel e fazer uns ajustes para complementar essas movimentações. E assim fizeram.
A posição de poste tinha ficado mais frágil com a saída do seu melhor ressaltador e defensor interior e um dos objectivos desta offseason era preencher essa lacuna. Para tal, negociaram Samuel Dalembert no dia do draft e contrataram Joel Przybilla na free agency. Dalembert preenche na perfeição essa necessidade de ressaltos e defesa interior e Przybilla é um poste suplente que também cumpre em ambos os departamentos. Embora tenham perdido poder de fogo no ataque (nenhum deles é bom ofensivamente), o objectivo de reforçar a posição de poste foi cumprido.
Outra das áreas que precisavam de reforçar era o backcourt e Doron Lamb pode ser um achado na 42ª posição do draft. É um shooting guard atlético, bom atirador e com potencial para ser um bom defensor, que acrescenta um pouco mais de altura e mais defesa a um backcourt pequeno e fraco defensivamente. Precisavam urgentemente de profundidade no backcourt e Lamb pode ser a melhor escolha que fizeram neste draft.
Porque na outra tiveram uma decisão mais questionável. Escolher John Henson quando já têm Ilyasova, Gooden e Larry Sanders (e Udoh também pode jogar aí) vem criar um engarrafamento na posição de power forward. Era uma das posições onde já tinham mais soluções e podiam ter aproveitado para reforçar a profundidade do backcourt. Mas, por outro lado, Gooden está no último ano do seu contrato e pode não fazer parte dos planos da equipa depois desta temporada. Por isso, podem estar já a pensar a longo prazo e a preencher uma necessidade futura. Vamos, por isso, ter de esperar para ver se foi a escolha mais acertada.
Para além dos negócios no dia do draft e da contratação de Przybilla na free agency, só fizeram mais uma movimentação nesta offseason: a renovação de Ersan Ilyasova. O turco é um daqueles jogadores interiores que tanto pode marcar triplos como fazer 15 ou 20 ressaltos (à lá Kevin Love), capaz de jogar no interior e no perímetro e o power forward mais versátil que tinham na equipa. E por 8 milhões/ano não é um preço exagerado. É, por isso, uma boa decisão dos Bucks.
Não foi a offseason mais animada, mas foi competente. Já tinham apostado as suas fichas no negócio de Monta Ellis e a offseason foi apenas para complementar essas mudanças. Conseguiram preencher as lacunas no jogo interior, mas um pouco mais de profundidade no backcourt era bem vinda. Foi uma offseason assim-assim. Positiva, mas sem razões para euforia. Deve chegar para lutar pelos playoffs, mas pouco mais.
Nota: 11
(a seguir: Southeast Division - Atlanta Hawks)

É outra equipa para fazer número.
ResponderEliminarMais um comentário do Stoudemire para fazer número.
EliminarEste comentário foi removido por um gestor do blogue.
ResponderEliminarJohn Henson pode ser a steal deste draft, ressalta bem e faz muitos blocos e só precisar de melhorar um pouco ofensivamente e tem tudo para ser Rookie of the year.
ResponderEliminarRookie of the year este ano é difícil, com o anthony davis ninguém vai ter hipótese...
Eliminarmas o henson tem talento, nisso não há dúvidas...