22.9.12

Boletim de Avaliação - Indiana Pacers


Continuando pela Central Division abaixo, hoje vamos até Indianapolis ver como se portou nesta offseason uma das equipas que mais progrediu na temporada passada:


Indiana Pacers

Saídas: Darren Collison, Leandro Barbosa, Dahntay Jones, AJ Price e Louis Amundson 
Entradas: DJ Augustin, Ian Mahinmi, Gerald Green, Sam Young, Sundiata Gaines, Blake Ahearn, Miles Plumlee (26ª escolha no draft) e Orlando Johnson (36ª escolha no draft)
Cinco Inicial: George Hill - Paul George - Danny Granger - David West - Roy Hibbert
Banco: DJ Augustin - Lance Stephenson - Gerald Green - Tyler Hansbrough - Ian Mahinmi
Treinador: Frank Vogel

Balanço: Depois duma bem sucedida temporada de 2011-12, onde foram a terceira melhor equipa do Este e foram eliminados na segunda ronda dos playoffs numa disputada série com os Heat, o regressado general manager Donnie Walsh (que substituiu Larry Bird) tinha dois grandes objectivos para esta offseason.

O primeiro era manter o cinco inicial da equipa. Roy Hibbert e George Hill eram free agents e renovar com ambos era a prioridade dos Pacers. Hill nem chegou a entrar no mercado, pois renovaram com ele assim que abriu a free agency (embora tenham pago acima do valor de mercado do jogador, pois duvido que alguma equipa lhe oferecesse 8 milhões por ano). 
Com Hibbert tiveram uma decisão mais difícil. Os Blazers tinham preparada para ele uma proposta com um contrato máximo (58 milhões por 4 anos) e os Pacers tinham de decidir se queriam comprometer esse dinheiro com ele ou não. Mas na verdade, a decisão só era financeiramente difícil. Do ponto de vista desportivo, era fácil e Hibbert era um jogador que não podiam perder. E assim lá lhe ofereceram um contrato máximo. 

Mais de 14 milhões por temporada é dinheiro de super-estrela por um jogador que não é uma super-estrela. Mas foi o preço que tiveram de pagar para manter a espinha dorsal de uma equipa que está de volta ao topo depois de muitos anos de reconstrução. E era um preço que não se podiam dar ao luxo de não pagar. Tiveram de abrir os cordões à bolsa para o conseguir, mas o primeiro objectivo da offseason foi plenamente cumprido.

O segundo objectivo era reforçar o banco e, em particular, encontrar um suplente para Roy Hibbert. Não tiveram durante toda a temporada passada um poste suplente e esse papel era dividido entre Tyler Hansbrough e Louis Amundson, o que era manifestamente insuficiente, pois nenhum deles é poste. Assim, e como a aposta para base titular dos próximos anos é George Hill, trocaram Darren Collison (e Dahntay Jones) por Ian Mahinmi. O ex-Maverick não é um jogador brilhante, mas é um suplente competente e é um bom reforço para o jogo interior. Foi um negócio desequilibrado (Collison é muito melhor jogador que Mahinmi), mas os Pacers precisavam mais de um jogador como Mahinmi do que de um como Collison.

E para fazer o papel de Collison como base suplente, conseguiram um jogador tão bom como ele por um valor abaixo do preço de mercado (3,5 milhões por um ano): DJ Augustin, que depois da pior temporada de sempre dos Bobcats devia aceitar qualquer coisa para jogar noutro sítio e é uma excelente adição para o banco dos Pacers.

Contrataram também Gerald Green, que pode jogar como shooting guard e também como small forward e suplente de Granger. Depois do dinheiro que gastaram com Hill e Hibbert não tinham condições para ficar também com Leandro Barbosa, mas conseguiram como alternativa um jogador mais novo e mais barato que o brasileiro.

No draft, escolheram mais um jogador interior para reforçar a rotação a poste (Miles Plumlee) e outro para a de shooting guard (Orlando Johnson). Nenhum deles vai fazer uma diferença imediata na equipa, mas são mais dois corpos para ajudar.

Ficaram, portanto, com um base suplente tão bom como antes, um bom poste suplente e outro jogador ofensivo no perímetro. Nada mau. Clarificaram e simplificaram a rotação e ficaram com uma equipa mais equilibrada. E mantiveram o cinco inicial intacto. Não foi uma nada má offseason.

Nota: 12


(a seguir: Central Division - Milwaukee Bucks)

8 comentários:

  1. Fizeram bons negócios - o DJ Augustin foi baratíssimo e o Hibbert tinha mesmo que ser - e este ano vão ser novamente um osso muito duro de roer e um dos candidatos a ganhar a conferência.
    Quanto a mim, têm um dos melhores PF suplentes da liga, o Tyler, e o banco está bastante bem equilibrado.
    Sem querer entrar na discussão da classificação - acho sempre um ponto subjectivo - penso que a offseason foi muito positiva.

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  2. Preveem-se bons resultados para os lados de Indiana, alcançando, pelo menos, o patamar do época passada.

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  3. Penso que se os Pacers não calharem os Heat pelo caminho podem ir a final da conferencia depois do Heat são a equipa que tem um plantel que da mais garantias.

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    1. Mas se apanharem os Heat antes da final de conferência, os Heat vão ter muito que suar se os quiserem passar, a não ser que até lá, haja mudanças durante a época de transferências intermédia, ou lesões importantes.

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  4. Nada a esperar destes Pacers, depois do correctivo que levaram de Miami este ano.

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    1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  5. Têm equipa para chegar às finais de conferência.

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  6. São uma boa equipa mas creio que estão sobrevalorizados de momento. Passaram a primeira ronda porque Dwight Howard estava lesionado e depois mesmo contra uns Heat sem Bosh capitularam nos momentos decisivos. A ver vamos, mas sou capaz de apostar mais nos Knicks e Nets para causar estrondo nos playoffs do que nos Pacers.

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