22.9.13

Boletim de Avaliação - Atlanta Hawks


Terminada a Central Division, seguimos para a terceira e última divisão da conferência Este, a Southeast Division. E para começar, os Hawks, que fizeram muitas mudanças nesta offseason:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - ATLANTA HAWKS

Saídas: Josh Smith, Zaza Pachulia, Devin Harris, Ivan Johnson, DeShawn Stevenson, Anthony Tolliver, Dahntay Jones, Anthony Morrow, Johan Petro
Entradas: Paul Milsap, Elton Brand, Gustavo Ayon, Pero Antic, DeMarre Carroll, Jared Cunningham, Denis Schroder (17ª escolha no draft), Mike Muscala ()
Cinco Inicial: Jeff Teague - Lou Williams - Kyle Korver - Paul Milsap - Al Horford
Banco: Denis Schroder - John Jenkins - DeMarre Carroll - Elton Brand - Gustavo Ayon - Pero Antic
Treinador: saiu Larry Drew, entrou Mike Budenholzer

Balanço: A equipa de Atlanta andou ali pela mediania durante várias temporadas, ganhando 40 e tal, 50 jogos por temporada, ficando pela primeira ou segunda ronda dos playoffs e sem perspectivas de chegar mais longe. Com uma folha salarial elevada num plantel que não seria capaz de lutar por mais que essas primeiras ou segundas rondas e sem espaço salarial para o melhorar, estavam condenados a esse patamar.

Com a chegada de Danny Ferry ao cargo de general manager, o plano da equipa mudou. Abandonaram o plano de se contentarem com ter uma equipa competitiva, mas incapaz de chegar ao topo e começaram a reconstruir. No ano passado, conseguiram livrar-se do gigantesco contrato de Joe Johnson e este ano continuaram esse plano de livrarem-se de (ou não se comprometerem com) contratos grandes para jogadores que não os levarão ao topo.

Assim (e bem, na nossa opinião), não quiseram gastar um contrato máximo (ou perto disso) em Josh Smith, deixaram-no sair e procuraram novas alternativas. E encontraram uma boa e mais barata: Paul Milsap, um dos power forwards mais sub-valorizados da liga. E por 19 milhões por 2 anos (menos de 10 milhões por ano), fizeram um excelente negócio.

Igualaram também a oferta que Jeff Teague recebeu dos Bucks (32 milhões/4 anos). E ao contrário de Josh Smith, que já atingiu o seu tecto, Teague ainda tem mais por onde evoluir e pode ser uma peça para o futuro desta equipa. E 8 milhões por ano por um base da sua qualidade (e um jogador jovem e ainda com muita margem de progressão) não é um mau negócio.

Para além destas duas movimentações principais, renovaram com Kyle Korver (que lhes dá uma necessária ameaça exterior para abrir espaço no interior para Milsap e Horford; e por 6 milhões/ano também não é um mau negócio) e reformularam a rotação e o banco com role players mais baratos (Elton Brand, Gustavo Ayon, DeMarre Carroll, Pero Antic).

No draft, apostaram num base para render Teague (Denis Schroder, um base com potencial, que tem recebido muitas comparações com Rajon Rondo) e outro projecto para o futuro (Lucas Nogueira, que vai continuar a desenvolver-se na Europa, para já)

Asseguraram uma peça para o futuro (Jeff Teague), apostaram noutras possíveis peças para esse futuro (Schroder e Nogueira) e fizeram uma aposta sem risco noutra que pode ou não fazer parte desse futuro (Milsap). Se correr bem, podem renovar com ele, se não (ou se não quiserem comprometer-se com ele a longo prazo), têm esse espaço para usar noutro jogador.

E, numa mudança tão importante como as que fez no plantel e em mais um passo para fugir à mediania, Danny Ferry foi buscar um treinador da escola de onde ele também veio, os Spurs, e contratou Mike Budenholzer, adjunto de Popovich durante 17 temporadas.

Danny Ferry quer importar para Atlanta a fórmula de sucesso de San Antonio e mudar a cultura da equipa. Mas é um plano a vários anos.

Para já, vão continuar a ser uma equipa mediana e este ano não vão ser melhores que no ano passado. Mas ficaram com muito mais possibilidades de evoluir no futuro e com um tecto muito maior. A equipa que tinham não ia a lado nenhum e agora ficam com mais possibilidades para construir uma equipa que vá a algum lado. Porque o plano dos Hawks ainda vai a meio. Não sabemos como vai acabar, mas, para já, deram mais um bom passo.

Nota: 11

2 comentários:

  1. Resumindo, mudaram muito mas não mudaram nada. No 5 inicial trocaram Josh Smith por Milsap. Continuam sem um SF de qualidade. O Korver é um jogador interessante mas não faz mais do que lançar ao cesto (já não é mau, dada a sua grande eficácia), por isso em campo comporta-se mais como um SG. Para mim o banco do Hawks está inclusive pior que o do ano passado. Mas la está, sem "tankar", podem estar a contruir, sorrateiramente, uma equipa interessante para o futuro, vamos ver o que fazem no proximo ano, no draft e com a free agency, pois este ano não devem passar de uma first round exit.

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  2. Pelo que tenho visto, a conferência Este está a melhorar muito a qualidade das equipas candidatas. A Oeste permanece mais equilibrada, mas talvez à excepção dos Spurs, no Oeste não vejo nenhuma verdadeira ameaça ao reinado dos Heat. Há equipas muito boas, com bons jogadores ( OKC, Rockets, Grizzlies, Clippers, Warriors, Lakers (?) ), mas não vejo nenhuma capaz de bater os Heat em 7 jogos, à excepção dos Spurs ( e mesmo estes, terão mais um ano em cima). Já no Este, não sendo tão equilibrado no seu todo (aumentou), vemos equipas como Nets, Bulls (?), mas sobretudo os Knicks e os Pacers, que estes sim, podem ser a verdadeira ameaça, se realmente evoluírem como é esperado, dadas as suas adições e mexidas no Roster.

    Ou seja, penso que os verdadeiros concorrentes aos campeões estarão na sua própria conferência, e o desafio será vencê-la.

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