11.9.13

Boletim de Avaliação - Toronto Raptors


Para fechar a digressão pela Atlantic Division, depois dos Celtics, Nets, Knicks e Sixers, atravessamos a fronteira e vamos à análise dos seus vizinhos do norte:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - TORONTO RAPTORS

Saídas: Andrea Bargnani, Linas Kleiza, Alan Anderson, Sebastian Telfair, John Lucas 
Entradas: Tyler Hansbrough, DJ Augustin, Austin Daye, Steve Novak, Dwight Buycks
Cinco Inicial: Kyle Lowry - DeMar DeRozan - Rudy Gay - Amir Johnson - Jonas Valanciunas
Banco: DJ Augustin - Landry Fields - Terence Ross - Steve Novak - Tyler Hansbrough - Aaron Gray
Treinador: Dwane Casey

Balanço: As maiores mudanças nesta offseason não aconteceram no plantel, mas antes nos gabinetes acima, com a substituição do general manager. Brian Colangelo estava à frente dos  destinos dos Raptors desde 2006 e nunca conseguiu construir uma equipa de sucesso. Agora entra o Dirigente do Ano, Masai Ujiri, e os dirigentes dos Raptors parecem querer romper com o passado e com esses anos penosos para a organização.

Para já, Ujiri não mudou muita coisa. A mudança maior foi mandar Andrea Bargnani, a escolha de Colangelo no nº 1 do draft de 2006 e outro símbolo desses anos penosos (para além disso, um jogador que já tinha esgotados todos os créditos em Toronto e que não encaixava na filosofia defensiva que Dwane Casey quer para a equipa), para os Knicks em troca de Steve Novak, Marcus Camby, Quentin Richardson e três escolhas no draft (uma 1ª ronda e duas 2ªs rondas). Daqueles três, os dois últimos já foram dispensados, mas Novak pode ser um jogador bastante útil e que os vai ajudar numa área que precisavam bastante de melhorar (foram 26ºs nos 3pts no ano passaso).

De resto, não tinham escolhas no draft deste ano e acrescentaram apenas alguns jogadores para o banco: Tyler Hansbrough para outra área onde precisam de melhorar (ressaltos; foram 20ºs em 2012-13), DJ Augustin e Dwight Buycks para lutar pelo lugar de base suplente e Austin Daye, que numa noite boa, pode dar uma ajuda também nos ressaltos e lançamentos exteriores.

Ujiri parece ter decidido dar uma oportunidade ao núcleo da equipa e fez bem, porque esse núcleo ainda mal teve oportunidade de jogar junto e mostrar do que é capaz. E os Raptors mostraram sinais de melhorais depois da troca do ano passado por Rudy Gay. Depois da mesma, acabaram a temporada com 17-16 e ficaram a apenas 4 jogos dum lugar nos playoffs (algo que parecia muito improvável no início de 2013, antes da troca).

No entanto, essa troca é ainda obra de Colangelo e não sabemos se Gay está nos planos de Ujiri para o longo prazo. Mas de qualquer das formas é uma boa jogada mantê-lo. Se Rudy Gay está para ficar, é dar oportunidade a este núcleo e construir à volta dele. Se não estiver para ficar, é deixá-lo jogar, mostrá-lo e subir o valor duma possível troca no futuro (agora não iriam receber muito por ele).

Foi uma offseason tranquila para os lados de Toronto. Ujiri acabou de chegar ao cargo e só fez pequenas arrumações na casa. Mas foi uma offseason que cumpriu os mínimos e serviu para deixar a equipa mais equilibrada e arrumada.

As mudanças maiores poderão estar para vir. Ujiri é um dos general managers mais intrépidos e sem medo de arriscar da liga e se vir que não vai lá com esta equipa, não terá problemas em fazer uma revolução. Mas para já, vai ver o que isto dá.

Nota: 10


(a seguir, Central Division: Bulls, Cavs, Pistons, Pacers e Bucks)

5 comentários:

  1. Será que o Tyler Hansbrough não vai fazer parte do 5 inicial?

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    1. Também acho que não é nada improvável que seja, porque o Tyler, na minha opinião, não é um jogador tão completo como o Amir Johnson, mas é superior defensivamente, e conhecendo o Casey, não seria nada de estranhar metê-lo na sua filosofia defensiva.
      Em relação ao post, também acho que o dono da equipa fez bem, e se a dupla Gay/Derozan progredir e o banco, que na minha opinião melhorou, der o seu contributo, acho que com alguma sorte à mistura os Raptors podem chegar a um 8º ou 7º posto no Este. A ver vamos...

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  2. Eu acho que o titular será sempre o Amir Johnson, que é melhor jogador, mais completo e com mais potencial. O Tyler é um bom energy boost a partir do banco e terá um papel semelhante ao que tinha em Indiana (embora aqui possa - e deva - ter mais minutos).

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  3. Concordo plenamente com o Márcio. Há jogadores que por muito bons que sejam, são sempre melhores quando vêm do banco! E neste ponto o Tyler é superior ao Amir, e o Amir é claramente uma das razões da subida de rendimento da equipa no ano anterior.

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  4. 5 inicial bem acima da média, e com pelos menos 4 boas soluções no banco (não esquecer a promessa adiada Landry Fields). Vou seguir com atenção

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