Depois do verão calmo em Chicago e do verão mais animado em Cleveland, seguimos para a Motown, onde não faltou animação nesta offseason:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - DETROIT PISTONS
Saídas: Brandon Knight, Jose Calderon, Kim English, Jason Maxiell, Corey Maggette, Khris Middleton, Viacheslav Kravtsov
Entradas: Josh Smith, Brandon Jennings, Chauncey Billups, Luigi Datome, Kentavious Caldwell-Pope (8ª escolha no draft), Peyton Siva (56ª escolha no draft), Josh Harrelson
Cinco Inicial: Brandon Jennings - Chauncey Billups - Josh Smith - Greg Monroe - Andre Drummond
Banco: Will Bynum - Rodney Stuckey - Kentavious Caldwell-Pope - Kyle Singler - Luigi Datome - Jonas Jerebko - Charlie Villanueva
Treinador: saiu Lawrence Frank, entrou Maurice Cheeks
Balanço: Os Pistons conseguiram sacar dois dos principais free agents deste ano. E isso, normalmente, significaria uma offseason de tremendo sucesso. Mas temos muitas dúvidas se "tremendo sucesso" é a melhor forma de descrever o defeso da equipa de Detroit.
Como dissemos na altura da contratação de Brandon Jennings, a equipa de Detroit prepara-se para colocar um ponto final no jejum de idas aos playoffs. Com Josh Smith e Brandon Jennings ficam com equipa mais do que suficiente para chegar à segunda fase da temporada. Mas alguma vez poderão aspirar a mais que isso?
Jennings e Smith são dois jogadores com óptimos números totais, mas bastante ineficientes e com uma selecção de lançamento de deixar qualquer treinador de cabelos em pé. Ambos marcam muitos pontos, mas muitas vezes lançam quando não devem (e/ou de onde não devem) e precisam de muitos lançamentos e de muitas posses de bola para marcar esses pontos. E isso é o tipo de coisas que se paga caro nos playoffs (onde a utilização mais eficiente de posses de bola ganha séries).
No draft e no resto da free agency fizeram movimentações para compensar essa ineficácia, as deficiências no lançamento exterior e na selecção de lançamento e para reforçar o jogo exterior e abrir espaço para os jogadores interiores. Trouxeram o veterano Chauncey Billups (que pode orientar Jennings e meter alguma ordem naquele ataque), seleccionaram o shooting guard e bom atirador Kentarious Caldwell-Pope no draft e contrataram ainda o italiano Luigi Datome (outro bom atirador). Todas boas adições ao plantel e que devem ajudar a equilibrar bastante o seu ataque.
Para terminar, uma nota sobre o cinco inicial: este é apenas um dos cincos possíveis. Podem adaptar Josh Smith a small forward e jogar com este cinco com dois postes. Ficam com um jogo interior poderosíssimo, mas podem também agravar o problema dos lançamentos exteriores ineficientes de Smith.
Ou podem jogar com um cinco mais tradicional, com Luigi Datome ou Kyle Singler a small forward, com Smith e Monroe no interior (e Andre Drummond a sair do banco). O jogo interior continua forte e o ataque fica mais equilibrado (com um lançador mais eficaz no perímetro, a small forward).
No backcourt também podem optar por jogar com Billups no cinco ao lado de Jennings (a opção que eu escolheria se fosse treinador dos Pistons, pois a presença veterana e a inteligência de Billups pode ajudar a contrariar a má selecção de lançamento de Smith e Jennings) e ter Stuckey como marcador de pontos a partir do banco ou então jogar com Stuckey ao lado de Jennings e Billups como base suplente.
Ficam com várias soluções e várias possibilidades e Maurice Cheeks tem muito trabalho de casa para fazer e encontrar as combinações mais eficazes para este grupo. Mas esse não é um mau problema.
Os Pistons aceleram para os playoffs e melhoraram bastante nesta offseason. Mas as nossas reservas em relação a Brandon Jennings e Josh Smith impedem-nos de lhes dar uma nota mais alta. Acreditamos que o futuro dos Pistons passa por andar pelo segundo patamar da conferência. Como dissemos naquele post aquando da contratação de Jennings, os Pistons serão os próximos Hawks-da-última-meia-dúzia-de-temporadas. Uma equipa boa, capaz de ganhar 40 e tal, 50 jogos por ano, ficar nos 6 primeiros da conferência e ficar pela primeira ou segunda ronda dos playoffs.
De qualquer forma, isso já é uma grande evolução em relação aos últimos anos. Por isso (como a equipa), uma nota positiva, mas média.
Como dissemos na altura da contratação de Brandon Jennings, a equipa de Detroit prepara-se para colocar um ponto final no jejum de idas aos playoffs. Com Josh Smith e Brandon Jennings ficam com equipa mais do que suficiente para chegar à segunda fase da temporada. Mas alguma vez poderão aspirar a mais que isso?
Jennings e Smith são dois jogadores com óptimos números totais, mas bastante ineficientes e com uma selecção de lançamento de deixar qualquer treinador de cabelos em pé. Ambos marcam muitos pontos, mas muitas vezes lançam quando não devem (e/ou de onde não devem) e precisam de muitos lançamentos e de muitas posses de bola para marcar esses pontos. E isso é o tipo de coisas que se paga caro nos playoffs (onde a utilização mais eficiente de posses de bola ganha séries).
No draft e no resto da free agency fizeram movimentações para compensar essa ineficácia, as deficiências no lançamento exterior e na selecção de lançamento e para reforçar o jogo exterior e abrir espaço para os jogadores interiores. Trouxeram o veterano Chauncey Billups (que pode orientar Jennings e meter alguma ordem naquele ataque), seleccionaram o shooting guard e bom atirador Kentarious Caldwell-Pope no draft e contrataram ainda o italiano Luigi Datome (outro bom atirador). Todas boas adições ao plantel e que devem ajudar a equilibrar bastante o seu ataque.
Para terminar, uma nota sobre o cinco inicial: este é apenas um dos cincos possíveis. Podem adaptar Josh Smith a small forward e jogar com este cinco com dois postes. Ficam com um jogo interior poderosíssimo, mas podem também agravar o problema dos lançamentos exteriores ineficientes de Smith.
Ou podem jogar com um cinco mais tradicional, com Luigi Datome ou Kyle Singler a small forward, com Smith e Monroe no interior (e Andre Drummond a sair do banco). O jogo interior continua forte e o ataque fica mais equilibrado (com um lançador mais eficaz no perímetro, a small forward).
No backcourt também podem optar por jogar com Billups no cinco ao lado de Jennings (a opção que eu escolheria se fosse treinador dos Pistons, pois a presença veterana e a inteligência de Billups pode ajudar a contrariar a má selecção de lançamento de Smith e Jennings) e ter Stuckey como marcador de pontos a partir do banco ou então jogar com Stuckey ao lado de Jennings e Billups como base suplente.
Ficam com várias soluções e várias possibilidades e Maurice Cheeks tem muito trabalho de casa para fazer e encontrar as combinações mais eficazes para este grupo. Mas esse não é um mau problema.
Os Pistons aceleram para os playoffs e melhoraram bastante nesta offseason. Mas as nossas reservas em relação a Brandon Jennings e Josh Smith impedem-nos de lhes dar uma nota mais alta. Acreditamos que o futuro dos Pistons passa por andar pelo segundo patamar da conferência. Como dissemos naquele post aquando da contratação de Jennings, os Pistons serão os próximos Hawks-da-última-meia-dúzia-de-temporadas. Uma equipa boa, capaz de ganhar 40 e tal, 50 jogos por ano, ficar nos 6 primeiros da conferência e ficar pela primeira ou segunda ronda dos playoffs.
De qualquer forma, isso já é uma grande evolução em relação aos últimos anos. Por isso (como a equipa), uma nota positiva, mas média.
Nota: 12

O Caldwell-Pope não está no banco?
ResponderEliminarJá tá, esqueci-me do nome do rapaz no banco (como é um nome tão comum...)! ;)
EliminarMárcio, estas muito modesto nas notas :) boa analise de qualquer forma. Saudações
ResponderEliminarConcordo quase plenamente com o post. Acredito que o regresso do Billups será mais importante do que possa julgar inicialmente. Ainda joga a um bom nivel e será um já campeão naquela casa a liderar o balneário. Além disso, o Monroe e o Drummond têm muito a melhorar pela frente, tal como alguns dos suplentes, e por isso acredito que no futuro possam ser melhores como equipa e evitarem o rótulo de hawks de há meia dúzia de anos.
ResponderEliminarOff topic: Parece que o internacional angolano Carlos Morais tem boas possibilidades de vir a assinar pelos Raptors.
Melhor análise era impossível. Não tirava uma vírgula.
ResponderEliminarO que é que achas do Peyton Siva?? Ouvi dizer que pode ser uma das surpresas deste draft
ResponderEliminarSei q n tem mto a ver com este tópico mas o tópico dos Raptors já está mto esquecido - podias fazer um artigo caso isto viesse a acontecer: http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=428292
ResponderEliminarCarlos Morais MVP do Afrobasket 2013 (Angola levou o 11º título!!!! de Afrobasket para casa) nos Toronto Raptors... Passaria a ter 2 equipas na NBA (além dos Lakers)
Good luck Carlos Morais
Olá, Kiko, eu comentei essa notícia na nossa página no Facebook:
Eliminar"É uma boa notícia para o basquetebol lusófono, mas não é bem assim como diz na notícia: Carlos Morais não vai representar os Raptors nas próximas temporadas. Para já, é apenas uma possibilidade. O jogador angolano teve um convite (e um contrato não garantido) para integrar o training camp e vai lutar por um lugar na equipa."
Estou a torcer por ele e ia adorar vê-lo na NBA, mas para já, vamos aguardar e ver o que vai acontecer.
Mas toda a sorte (e trabalho) do mundo para ele! :)
my bad, não tenho Facebook :-/
EliminarBem, agora só resta esperar. Pensei q esta fosse uma notícia que desse maior esperança mas n passa de 1 má tradução. O Doug Smith disse q ele ia mesmo para o "Raptors camp" e a imprensa só leu "Raptors"...
Duvido que os Pistons cheguem aos playoffs por um motivo simples...possível falta de química na equipa e fraco q.i. basquetebolistico aliado ao facto de serem uma equipa bastante jovem. Acho que vão pagar caro o erro de juntar Jennings e Josh Smith na mesma equipa.
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