Para arrancar com a análise da Southeast Division, vamos hoje até ao estado da Georgia ver se Danny Ferry, o novo general manager da equipa de Atlanta, teve um Verão ocupado:
Atlanta Hawks
Saídas: Joe Johnson, Marvin Williams, Kirk Hinrich, Jason Collins, Erick Dampier, Willie Green, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Donald Sloan, Jerry Stackhouse e Vladimir Radmanovic
Entradas: Devin Harris, Lou Williams, Anthony Morrow, Kyle Korver, Johan Petro, DeShawn Stevenson, John Jenkins (23ª escolha no draft) e Mike Scott (43ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Devin Harris - Anthony Morrow - Kyle Korver - Josh Smith - Al Horford
Banco: Jeff Teague - Lou Williams - John Jenkins - DeShawn Stevenson - Ivan Johnson - Zaza Pachulia
Treinador: Larry Drew
Balanço: Danny Ferry chegou ao cargo de general manager dos Hawks no dia 24 de Junho e bastou-lhe uma semana no cargo para conseguir o que se pensava impossível: livrar-se do contrato de Joe Johnson. Só por isso, merece uma boa nota nesta offseason.
Mas não ficou por aí. Na mesma semana trocou outro titular, Marvin Williams, por Devin Harris e começou uma revolução no plantel. Uma revolução que precisavam. Porque os Hawks eram bons, mas não bons o suficiente. Eram bons para fazer temporadas de 50 vitórias e chegar até à segunda ronda dos playoffs, mas não para mais do que isso. E era uma equipa que estava encurralada. Com este grupo não iam mais longe, mas também não tinham espaço salarial para melhorá-lo.
Não iam mais longe no presente e não tinham como ir mais longe durante os próximos anos. Danny Ferry não só percebeu isso, como teve coragem para agir e optar pelo caminho (mais difícil) de mandar abaixo para construir de novo. Teria sido mais fácil para ele manter aquele núcleo, arranjar um reforço ou dois, levar a equipa até mais uns playoffs, chegar a mais uma segunda ronda, quem sabe até chegar a uma final de conferência, e continuar a ter uma equipa bem sucedida. Não era candidata ao título, mas era competitiva e destinada à parte superior da tabela.
Mas Ferry não quer contentar-se com a mediania e aponta para o topo. Livrou-se dos cancros financeiros que tinha e conseguiu algumas boas peças em troca. E peças que lhe dão toda a flexibilidade para o futuro: Devin Harris, Kyle Korver e Anthony Morrow terminam contrato este ano. Junte-se a estes os contratos de Zaza Pachulia e Josh Smith (que também terminam este ano) e os Hawks têm apenas 22 milhões em ordenados para 2013-14 (que é, ironicamente, tanto como o que os Nets vão pagar só a Joe Johnson em 2013-14!). Juntem ainda a isso mais duas escolhas na primeira ronda do draft de 2013 e os Hawks têm muito por onde construir.
Na próxima offseason serão a equipa com mais espaço salarial na liga e serão, seguramente, uma das equipas mais activas na free agency.
Para já, conseguiram mais uma boa peça para o futuro na free agency deste ano, Lou Williams, e mais uma no draft, John Jenkins (que é um excelente atirador, um dos melhores deste draft).
Este ano não vão andar pelas 50 vitórias como antes, mas têm apesar de tudo, uma equipa competitiva e que vai lutar pelos playoffs. Deram um passo atrás e têm pior equipa para 2012-13 do que tinham antes. Mas foi um passo atrás necessário para poderem dar dois passos em frente no futuro.
Nota: para o sucesso a curto prazo, em 2012-13, 9, mas para o sucesso a longo prazo, 14

O problema destas equipas é que passam a vida a construir equipas medianas e a deitá-las abaixo para reconstruírem e assim sucessivamente.
ResponderEliminarÉ como a austeridade: austeridade gera recessão, que requer mais austeridade, que gera mais recessão... num círculo vicioso.
Nota 14? Tanto como os Celtics? ...
ResponderEliminarSim,mas por razões completamente diferentes! :)
EliminarOs Celtics porque melhoraram a equipa para esta temporada, os Hawks porque resolveram bem o imbróglio em que estavam. Mas ambas tiveram uma offseason bem positiva!
EliminarCom quem é que os Jazz ficaram para PG?
ResponderEliminarContrataram o Mo Williams e têm também (da equipa do ano passado) o Jamal Tinsley e o Earl Watson.
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