20.7.13

Uns mais vencedores, outros menos derrotados?


Na semana passada, falámos de alguns dos maiores vencedores da offseason (a seguir aos Rockets) e de alguns dos maiores derrotados da offseason até agora. Desde aí, essas equipas continuaram a mexer e contrataram mais jogadores. Com essas adições, algumas delas tornaram-se ainda mais vencedoras desta offseason, enquanto outras poderão ter invertido a má offseason que estavam a ter. Vamos então a uma revisão da avaliação e a um balanço actualizado dessas equipas:


os Warriors
Com a contratação de Andre Iguodala, foram um dos vencedores da free agency, mas para a conseguir tiveram de despachar vários suplentes e ficaram com uma equipa curta. Ficaram com um cinco inicial fortíssimo, mas faltava gente para completar o banco. Dissemos na altura que precisavam de um base suplente e mais um ou dois jogadores mais experientes.


Pois desde aí, foi isso mesmo que conseguiram. Contrataram Toney Douglas, Marreese Speights e Jermaine O'Neal e já têm um banco completo. Curry, Thompson, Iguodala, Lee e Bogut no cinco e Douglas, Barnes, Green, Ezeli, Speights e O'Neal a sair do banco é uma equipa a ter em conta. Excelente offseason para os lados de Oakland, que desde a altura em que escrevemos o artigo tornaram-se ainda mais um dos maiores vencedores da mesma.


os Cavs
E a equipa de Cleveland concretizou o negócio que se falava na altura: Andrew Bynum assinou por dois anos e em condições muito favoráveis para os Cavs. Apenas o 1º ano do contrato e 6 milhões são garantidos, os outros 6 milhões que pode ganhar este ano dependem de objectivos (número de jogos, minutos jogados, etc) e o 2º ano do contrato é opção da equipa.


Uma excelente aposta, com pouco a perder e muito a ganhar para os Cavs. Na melhor das hipóteses, Bynum joga a um nível próximo de antes e são equipa para os playoffs. Na pior das hipóteses, se Bynum nunca voltar ao que era (ou próximo), continuam a ter um excelente núcleo de jovens para desenvolver e muito espaço salarial na próxima temporada. Win-win para os lados de Cleveland.

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os Lakers
Só tinham plano A e todos sabemos como esse correu. Com Dwight em Houston e Chris Kaman como poste contratado para o substituir, os Lakers pareciam condenados ao limbo do meio da tabela. Nem tão maus para ficar no fundo e ganhar uma das primeiras escolhas no draft, nem bons o suficiente para lutar pelo título. Mas também estavam limitados pelo tecto salarial e Howard era o único free agent que podiam contratar (porque já era deles e podiam exceder o tecto salarial para renovar com ele). Apenas com contratos mínimos e a mini-mid level exception para oferecer, não tinham dinheiro para reforçar a equipa com alguém relevante.

Muitos sugeriram que os Lakers deviam rebentar com a equipa, trocar Gasol e Nash e pensar no draft de 2014. Mas os Lakers decidiram reforçar este grupo o melhor possível (e fazer uma última tentativa com o mesmo).


Amnistiram Metta World Peace e contrataram Nick Young, Wesley Johnson e Jordan Farmar. Ficam com uma equipa melhor, mas não tão melhor que os faça sair daquele limbo da mediania. Para uma equipa no limbo do meio da tabela, três jogadores medianos não os vão tirar de lá. Podem ir aos playoffs, mas não vão muito mais longe. 

Podem ser um pouco menos derrotados do que há uma semana, mas a offseason dos Lakers ficou perdida quando perderam Howard e resta-lhes fazer o melhor possível este ano e esperar pela próxima free agency.


os Mavs
Em Dallas, o plano A era também Dwight Howard. Mas, com espaço salarial (que não usaram em Howard), tinham espaço para planos B. E quando Howard foi para os vizinhos do Texas, os Mavs viraram-se para outros free agents e contrataram Jose Calderon, Monta Ellis, Devin Harris (que, depois do contrato de três anos ter sido anulado quando descobriram uma lesão no dedo do pé, vai assinar por apenas um ano) e Samuel Dalembert. O que não é um mau plano B.


É um plano B parecido com o do ano passado, quando perderam a corrida à estrela desejada (Deron Williams), mas desta vez com jogadores melhores. Calderon é um upgrade em relação a Darren Collison, Ellis é um upgrade em relação a OJ Mayo e Dalembert é um upgrade em relação a Chris Kaman (não vai marcar tantos pontos, mas vai contribuir mais nos ressaltos e na defesa, algo que, com as outras contratações, os Mavs precisavam mais do que pontos).

Mas também não é um plano B suficientemente bom para os colocar no topo. Este pode não ser um ano completamente desperdiçado e lutarão pelos playoffs, mas também não ficam com equipa para ir muito mais longe. 

Conseguiram recuperar da derrota inicial na offseason e montar uma equipa competitiva. Mas Nowitzki não vai lutar por um título este ano e a free agency do próximo ano é a última hipótese de conseguir montar uma equipa candidata com Nowitzki. Depois disso, é hora de começar a pensar na reconstrução.

5 comentários:

  1. Os Dallas, dentro dos possíveis, remediaram o seu plantel. Era engraçado se conseguissem um bom SF (o que duvido), e depois ficavam com um 5 com Calderon, Ellis, SF, Nowitzki, Dalembert e Vince Carter como sixth man.

    Quanto aos Lakers, Nick Young é uma opção que quase nada acrescenta. Já em Philadelphia, Evan Turner era o dono do lugar. Veremos o que acontece no Staples Center.

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  2. O Bynum disse que os Cavs são definitivamente uma equipa de playoff lol Não sabia que ele tinha parado de acompanhar a NBA a 30 de Junho de 2010. Fora de brincadeiras, foi bem tirado pelos Cavs, e lá foi mais um Center que servia aos Heat para outra equipa (Dalembert).

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  3. Sim, os Lakers têm um plano B que é passar este ano muito rapidamente e apostar tudo na free agency do próximo ano. Só dois jogadores têm contrato para a época de 2014/15.

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