5.11.14

Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers


Cinco jogos, cinco derrotas e o pior começo da história da equipa. Só pode ser sinal de que a offseason não correu muito bem para os lados dos Lakers, não é? Continuando a análise das equipas da Pacific Division, depois dos Warriors e dos Clippers, vamos lá ver o que a histórica organização de Los Angeles fez este Verão:



Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers

Saídas: Pau Gasol, Jodie Meeks, Jordan Farmar, Chris Kaman, Kendall Marshall, Kent Bazemore
Entradas: Carlos Boozer, Ed Davis, Wayne Ellington, Julius Randle (7ª escolha no draft), Jordan Clarkson (46ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jeremy Lin - Kobe Bryant - Wesley Johnson - Carlos Boozer - Jordan Hill
No Banco: Ronnie Price - Wayne Ellington - Jordan Clarkson - Xavier Henry - Nick Young - Ed Davis - Robert Sacre - (Steve Nash) - (Julius Randle)
Treinador: saiu Mike D'Antoni, entrou Byron Scott

Balanço: Os Lakers não fazem tanking. Porque não está na sua filosofia, porque não podem e, também, porque nunca precisaram (e se calhar continuam a não precisar).

São uma das equipas históricas da liga, são uma organização orgulhosa e com uma herança a respeitar, têm fãs que não aceitariam essa estratégia e nunca tiveram dificuldades em atrair free agents. Nunca precisaram de começar do zero e reconstruir pelo draft, sempre privilegiaram a construção do plantel através da free agency e, apesar da recusa inédita de Dwight Howard e das polémicas recentes sobre essa questão, quando tiverem espaço salarial vão sempre ser um destino atractivo para free agents. 

Têm também um contrato televisivo que não o permite. Uma parte do valor desse contrato televisivo local com a Time Warner (que pode valer até 4 mil milhões de dólares ao longo de 20 anos) depende das audiências. E mesmo sem estarem no topo da liga ou terem qualquer aspiração a lutar por um título continuam a ser uma das equipas mais seguidas, com mais jogos na televisão e que atrai mais espectadores. Os Lakers (também) são entretenimento e negócio, por isso, são obrigados a apresentar um produto respeitável.

E, claro, têm um jogador chamado Kobe Bryant nos últimos anos da sua carreira (e como trocá-lo está fora de questão também, têm de tentar montar uma equipa respeitável à sua volta). 
Quando renovaram o contrato de Kobe por mais dois anos e 48 milhões, limitaram as opções da equipa na free agency. Deixaram de ter espaço para dois contratos máximos (e a possibilidade de adicionar duas estrelas). Ficaram com espaço para um, mas mesmo com uma estrela e Kobe não chegava para transformar esta equipa num candidato. Desportivamente fez pouco sentido, mas, como já dizemos antes num artigo sobre esse tema, a questão é mais complexa do que isso.

Racionalmente e numa perspectiva puramente matemática, seria melhor que fizessem tanking, mas, por todas as razões apontadas, isso está fora de questão. Por isso, nesta offseason tentaram (mais uma vez) montar uma equipa mediana e que fosse, pelo menos, competitiva. 

Metade do plantel era free agent e deixaram sair muitos desses jogadores (Gasol, Kaman, Meeks, Farmar). Renovaram alguns dos mais jovens e promissores (Xavier Henry, Ryan Kelly, Wesley Johnson) com contratos de apenas um ou dois anos e sem comprometer a flexibilidade futura.
Como qualquer equipa entalada neste limbo da respeitabilidade, também tiveram algumas escolhas a pensar só no presente e em manter uma equipa respeitável, mas que nada adiantam para o futuro.

Renovaram com Nick Young (20 milhões por 4 anos; este é o único contrato que fizeram para além de 2015-16 e a pior decisão da offseason, porque é a única que limita, mesmo que pouco, a sua flexibilidade futura) e Jordan Hill (18 milhões por 2 anos; números claramente exagerados, mas um contracto curto e que não compromete, por isso, o futuro) e contrataram uns veteranos para esta época: Carlos Boozer (por uns parcos 3,5 milhões, depois da amnistia dos Bulls), Ronnie Price e Wayne Ellington. E receberam dos Rockets Jeremy Lin e o seu último ano de contrato.

No draft, tiveram a sua escolha mais alta desde 1982 (quando tiveram a 1ª escolha e seleccionaram James Worthy) e com Julius Randle conseguiram, aqui sim, uma peça para o futuro (se calhar a única de todo o plantel actual).

Tentaram, mais uma vez, ser competitivos e medianos. Sem todas as lesões, era o que teriam sido no ano passado. E era o que seriam também este ano.

Só que, não quiseram fazer tanking, mas o destino está a fazer por eles. As costas de Steve Nash aguentaram dois jogos de pré-temporada e Julius Randle lesionou-se para toda a época no primeiro jogo da temporada regular. E como estamos a ver, vai ser mais um ano longo e penoso para os Lakers. 

O que, no longo prazo, pode acabar por ser o melhor para eles. Porque a reconstrução vai ter de acontecer e mais vale ter uma escolha alta no draft para começar. Assim vão ter essa escolha sem poderem ser acusados de montar propositadamente uma equipa má para o conseguir. 

Mas, para já, foi mais uma offseason que não adiantou nada para o futuro da equipa e mais um ano de adiamento da inevitável reconstrução. Mantiveram a flexibilidade para a reconstrução que só vai começar a sério quando Kobe se retirar. Até lá é isto que vamos ter.

Nota: 9



(a seguir: Pacific Division - Phoenix Suns)


3 comentários:

  1. Sinceramente, acho que neste momento os Lakers estão a deixar de ser um sitio onde as grandes estrelas querem aterrar via FA. Começou com Howard e neste verão foi o Melo, que até disse que a decisão foi sempre entre a minha equipa de Chicago e os Knicks. Se não estou em erro no futuro próximo será Durant a ficar primeiro FA e já correm rumores que se ele sair de OKC será para a Capital (Wizards) que é a sua terra. Por isso, depois de Kobe se retirar (o que será um dia triste, até porque nunca gostei e não gosto dos lakers, mas adoro ver o Kobe jogar) acho que o futuro dos Lakers vai passar pelo draft, porque as verdadeiras estrelas acho que não aterrar via FA.

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  2. 1st round picks do Lakers no draft 2015:
    Lakers (enviada para Phoenix, protegida 1-5)
    Houston (recebida, protegida 1-14)
    Ou seja, o Lakers tem de feder MUITO (ficar fora dos playoffs e, para garantir, ser uma das 4 piores equipes) e rezar para Houston ir aos playoffs. Caso nada disso dê certo, ou se envolve em trocas, ou 2015 será outro ano extremamente penoso para o time.

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    1. não acredito tão cedo na construção de 1 equipa vencedora em LA. Aliás nem sei se chego a acreditar enquanto estiver a mesma direcção (Jim Buss :(... )... De qq forma os Lakers penso q este ano ficam de fora dos playoffs e Houston vai de certeza... Agora ser uma das 4 piores equipas n tenho a certeza mas para lá caminham se continuarem a jogar como estão

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