15.12.13

Bater Bolas


Mais um domingo, mais um Bater Bolas. Vamos lá a mais um par de questões vossas. Começamos com uma pergunta do André Batista, que nos pergunta se, depois de ter começado a temporada lesionado, Trey Burke poderá entrar na luta pelo prémio de Rookie do Ano.


Não só pode, como, na nossa opinião, já está nessa luta. É um facto que começou atrás na corrida, pois perdeu os primeiros 12 jogos e tanto Michael Carter-Williams como Vitor Oladipo tiveram começos muito bons e que tiveram muita atenção mediática. Para além de ter partido esses jogos atrás, Burke também joga numa equipa que tão tem tanta exposição mediática como outras (e este ano, no fundo da tabela, ainda menos atenção lhes dão), mas a verdade é que tem andado a jogar muito bem desde que regressou da lesão. 

Nos 14 jogos que fez até agora (os 12 últimos como titular), tem uns bons 13.1 pts, 5 ast e 3.4 res em 28 min/jogo (e apenas 1.4 to/jogo) e tem mostrado muito do seu potencial. Para além dos números individuais, e a provar o seu valor, a equipa está melhor desde que ele começou a jogar e tem ganho mais jogos com ele (1-11 sem ele, 5-9 com ele). Os Jazz precisavam de um bom base e Burke tem sido esse base. Ainda tem coisas para melhorar (a eficácia e a percentagem de lançamento não têm sido as melhores, mas isso também vem com o ritmo de jogo e com o entrosamento com a equipa), mas no fim da temporada vai estar de certeza na luta pelo Rookie do Ano (se não estiver mesmo na frente dessa luta).


E o Miguel Pinheiro pergunta quais são para nós as maiores surpresas e desilusões, individuais e colectivas, até agora.


A maior desilusão individual é fácil: Anthony Bennett. Mesmo descontando as expectativas altas que que advém de ser a primeira escolha no draft, o seu rendimento tem sido uma desilusão total e começa a roçar níveis de flop épico. 
Sabíamos que era um projecto de jogador e que ia ser preciso esperar algum tempo para ver se a aposta dos Cavs ia compensar. Mas 2.2 pts, 1.9 res, 17.4% de 3pts, 31.7% de 2pts e 37.5% de ll é mau demais. Seriam números maus mesmo que estivéssemos a falar de um jogador escolhido em 10º (ou 15º ou 20º!), então para o nº1 do draft é surreal e ameaça roubar a Kwame Brown o título de "pior época de rookie de sempre de um nº1 do draft".

Para maior surpresa individual há mais candidatos. Michael Carter-Williams, LaMarcus Aldridge, Jeff Teague, Paul George, Monta Ellis, Eric Bledsoe, Steven Adams, Wes Matthews...
Mas vamos para o shooting guard dos Mavs, por estar a contrariar todas as ideias feitas sobre ele ao longo de anos e anos e por estar a mostrar ser um jogador completo, eficaz e com um sentido colectivo que ninguém (nós incluídos) acreditava possível. Monta Ellis está a mostrar que não é só um marcador de pontos inconsequente e ineficaz e que, se calhar, só teve o azar de estar em más equipas ao longo da carreira e só precisava de estar numa boa equipa para concretizar todo o seu potencial.


Nas surpresas e desilusões colectivas, é ao contrário. A maior surpresa é fácil: os Blazers. Depois da boa offseason e das boas contratações para o banco, já esperávamos que fossem melhores que na época passada e que entrassem nos lugares de playoffs, mas 1º lugar do Oeste e melhor ataque da liga (com 107.4 pts/jogo) está a superar as melhores previsões. Os Blazers são a equipa com a mão mais quente da liga neste momento e uma das mais divertidas de ver jogar.

Já para maior desilusão, o difícil é escolher só uma equipa. Metade das equipas do Este podiam levar esse título. Os buracos negros que têm sido os Knicks e os Nets já estão bem documentados e já falámos deles mais do que uma vez (aqui ou aqui, por exemplo), os Cavs, Pistons e Raptors andam abaixo do esperado (bem abaixo no caso dos Cavs) e Washington continua a deixar a desejar, mas a maior desilusão de todas têm sido os Bucks.

Não esperávamos que a equipa de Milwaukee estivesse no topo da conferência, mas esperávamos que lutassem ali pela última vaga dos playoffs e andassem pelo meio da tabela. Para mais, com a miséria que tem sido o Este, bastava andarem uns jogos abaixo dos 50% para estarem nos primeiros oito. Esperávamos uma equipa mediana, mas têm sido uma equipa péssima. A pior equipa de todas até agora, com um recorde de 5-19. São o pior ataque, uma das piores defesas e uma equipa sem alma, sem identidade e sem ponta por onde se pegue neste momento.


Já sabem, enviem as vossas questões para o nosso email (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no Facebook, e no próximo domingo escolhemos mais algumas para bater umas bolas.

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