22.12.13

Bater Bolas - Robin Lopez e o sucesso dos Blazers


No Bater Bolas de hoje, porque a notícia da lesão de Kobe adiou o artigo sobre Sabonis e os Blazers e porque, apesar de já os termos apontado na semana passada como a maior surpresa colectiva da temporada, ainda não lhes demos o devido destaque, falamos dos Portland Trail Blazers. O André Santos pergunta qual tem sido o factor determinante para o sucesso da equipa e se esse sucesso está a ser uma grande surpresa para nós.


Acho que está ser uma grande surpresa para todos. Depois da boa offseason, de terem completado o cinco inicial com Robin Lopez e terem montado um banco decente, já esperávamos que fossem melhores e acreditávamos que entrassem nos oito primeiros da conferência e regressassem aos playoffs. Mas mentíamos se disséssemos que esperávamos vê-los chegar ao fim de 2013 com um recorde de 23-5, no 2ª lugar do Oeste (e tiveram no 1º até esta semana) e com o melhor ataque da liga (108.4 pts/jogo, com 114 pts por cada 100 posses de bola). Esperávamos que fossem bons, mas não tão bons.

E qual o factor determinante para esse sucesso? Bem, não há só um, mas antes vários factores que se conjugaram para este surpreendente sucesso: Damian Lillard e LaMarcus Aldridge a jogar como All Stars, Wes Matthews a acertar de três a um nível nunca visto, Nicolas Batum a continuar a dar o seu contributo em todo o lado, Robin Lopez a melhorar a defesa e abrir espaço no ataque para Aldridge e um banco melhorado.

Damian Lillard está a jogar como se andasse nestas andanças há 10 anos e a comandar o ataque com compostura de veterano. E compostura com mão quente (10-16 em lançamentos nos últimos 3 minutos com a equipa a perder ou a ganhar por 3 ou menos - jogos renhidos, portanto! - e lidera a NBA com 33 pontos marcados nesses minutos). LaMarcus Aldridge está a fazer a melhor temporada da sua carreira, com 23.1 pts, 11 res, 2.8 ast  e 1.1 rb (como é possível ser apenas o 12º mais votado para o All Star?!). Wes Matthews está a acertar no cesto como nunca na sua carreira (43.8% de 3pts e 55% de 2pts) e Nicolas Batum é o faz-tudo que contribui no ataque e na defesa (lança de fora, penetra, defende, ressalta, faz de tudo um pouco).

E LaMarcus Aldridge muito tem beneficiado do facto de jogar ao lado de Robin Lopez. É essa uma das chaves para a grande época que LA está a fazer: a contratação de Lopez deslocou Aldridge para a sua posição natural de power forward, permitindo-lhe jogar mais longe do cesto e não ter de se bater com postes fisicamente mais fortes. Aldridge fica assim livre para fazer o estrago na meia distância e nos pick and pop. E quando vai para poste baixo, fá-lo contra outros power forwards e já não tem postes a defendê-lo, como no passado.

Na defesa, ocorre o contrário. Aldridge fica liberto da tarefa de defender postes adversários, tem ajuda nos ressaltos e tem um protector do cesto ao seu lado. O que significa melhores emparelhamentos defensivos para Aldridge, menos desgaste e mais energia conservada para o outro lado do campo.

Aldridge é o MVP desta equipa. Mas Lopez é a peça que tem tornado possível esse sucesso de Aldridge. Por isso, se tivéssemos de escolher só um factor, e porque gostamos de reconhecer o trabalho sujo e invisível de jogadores como Lopez e a importância desse trabalho e desses jogadores para o sucesso de uma equipa, escolhíamos esse.

Mas tem sido um esforço colectivo e é a soma de todos os factores que enumerámos que levou os Blazers ao topo da liga. É a beleza do basquetebol, para se ter sucesso não basta um, é preciso uma equipa.


Já sabem, enviem as vossas perguntas por mail (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no Facebook e aos domingos respondemos aqui.

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