10.12.13

Maçãs Podres


Depois do terrível derby de NY da passada quinta feira, falámos sobre o buraco em que os Nets se encontram e escrevemos que Jason Kidd não parece de facto preparado para treinar aquela equipa e que se calhar era melhor deixar essa tarefa para treinadores crescidos. Mas acrescentámos que o panorama não era muito melhor do lado dos Knicks. 


Aquela vitória contra os Nets deu para enganar uns quantos fãs (e jornalistas), que acharam que os Knicks fizeram uma grande exibição. Mas não foi o caso (como confirmaram uns dias depois com a coça monumental que levaram dos Celtics!). Porque o que conseguiram naquele jogo foi contra a pior defesa da liga. E foi da mesma forma de sempre, com recurso a jogadas individuais e pouca movimentação de bola. Nesse jogo entrava tudo, mas o sistema não foi melhor que antes. E é aí que está o problema dos Knicks.

O sistema de jogo é primário. São ataques atrás de ataques em que a bola passa por um ou dois jogadores no máximo. Ataques atrás de ataques que se resumem ao base chegar lá, passar a bola a um jogador e esse jogador lançar ou jogar 1x1.

É o mesmo problema de sempre e este ano esse problema está ainda mais grave que antes. No ano passado, com Jason Kidd, ainda tinham períodos em que faziam boas movimentações colectivas. Nunca foi uma movimentação de bola perfeita e consistente, mas, quando a faziam, dava para ver a equipa temível que podiam ser. Mas este ano, sem essa liderança veterana (para além de Kidd, saíram também Kurt Thomas e Rasheed Wallace), regrediram e recorrem ainda mais (cada vez mais?) a jogadas de isolamento e rasgos individuais.

Como têm jogadores com muito talento individual, chega para ganhar uns jogos. E quando os lançamentos entram conseguem ser uma equipa imparável. Mas isso não se sustenta a longo prazo. Pode funcionar em jogos isolados, mas não chega para mais.

O problema dos Knicks é mais grave ainda quando não parece ser um que se resolva com uma mudança de treinador. É um problema de plantel e de peças. Mike Woodson pode não ser o maior estratega do mundo em movimentos ofensivos (as suas equipas são tradicionalmente limitadas no ataque; os seus Hawks sofriam do mesmo problema e Joe Johnson não ganhou a alcunha de Iso Joe por acaso), mas será que algum treinador conseguirá alguma vez colocar Raymond Felton, JR Smith ou Carmelo Anthony a jogar de outra forma?

É claro que os resultados também têm sido piores devido à ausência de Tyson Chandler. Sem ele a defesa tem sido igualmente má e, com uma má defesa e um mau ataque, os resultados têm sido, obviamente, sofríveis. Quando Chandler regressar, a defesa irá melhorar e vão começar a ganhar mais jogos. Mas o problema vai-se manter na outra metade do campo. E é um problema que não vai melhorar tão cedo (só quando mudarem de jogadores).

Os Knicks estão longe de ver os seus problemas desaparecer quando Chandler regressar. A defesa melhorará, o que, juntando ao talento individual dos jogadores no ataque, é suficiente para ganhar mais jogos e ir aos playoffs. Mas o sonho do título não passa disso, um sonho. 

1 comentário:

  1. Cair na primeira ronda do playoff é o melhor que estes Knicks vão conseguir.

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