23.5.11

O terceiro Big


E o melhor marcador da série Bulls-Heat é... Chris Bosh? Nada de Rose, nem Wade, nem James? Não. Bosh. Nesta final de conferência, o power forward canhoto já fez duas vezes algo que só fez três vezes em toda a temporada regular: marcar 30 ou mais pontos. No primeiro jogo teve 30 (e 9 res) e no terceiro teve 34 (e 5 res, 2 ast, 2 rb e 1 dl). Foi o melhor marcador da equipa ambas as vezes e o elemento dos Heat que a melhor defesa da liga não conseguiu parar. Nesses dois jogos, Lebron e Wade, juntos, marcaram 33 e 35, com 12-32 e 12-30 em lc. Bosh fez 12-18 e 13-18, 66 e 72%.

Big Two and a Half, o Big Two e o outro, mole, sobrevalorizado, só capaz de jogar bem numa equipa perdedora. Tudo isto e muito mais ouviu o ex-Raptor ao longo da época. Foi, de longe, o jogador (perdoem-me o trocadilho!) mais queimado dos Heat. E a última provocação veio de Carlos Boozer, antes desta série começar. O power forward dos Bulls disse que seria "um grande desafio enfrentar os Heat e os seus dois grandes jogadores". Ouch! Mas o tiro pode ter saído pela culatra.
Parece que Bosh ouviu e usou essas palavras como motivação. No fim deste jogo 3, ainda negou que tal fosse o caso, mas depois acabou por admitir que "podes encontrar inspiração de muitas maneiras diferentes e isso só ajuda."


Os Heat podem estar a ganhar esta série com a sua defesa (limitaram Rose a 21 e 20 pts nos jogos 2 e 3 e têm conseguido forçar mais turnovers, ganhar mais ressaltos defensivos e, consequentemente, fazer muitos mais contra-ataques), mas com Bosh envolvido e a produzir no ataque, são uma equipa muito melhor. Com a bola a passar pelas suas mãos, o ataque fica mais imprevisível e criam mais espaço para Lebron e Wade.

Como já falámos a propósito dos Thunder, um ataque com uma presença ofensiva interior é um ataque melhor e Bosh tem esse papel fundamental nos Heat. Mesmo quando recebe a bola mais afastado do cesto (e Bosh faz muitos dos seus pontos em lançamentos de meia distância), o seu defesa tem de acompanhá-lo e abre espaço no meio para outros jogadores. Quando Bosh não está em campo (ou está, mas não jogam com ele), o ataque dos Heat limita-se a penetrações e lançamentos exteriores. E se isso já é difícil de defender (porque apesar de ser previsível, é feito por Lebron e Wade e é difícil de parar), quando acrescentam a arma interior do 4 de Miami, são praticamente imparáveis.

Por isso, com esta série a aquecer, a pressão a aumentar, os momentos mais decisivos do ano a aproximarem-se e Bosh a responder com as suas melhores exibições dos playoffs, não pode haver melhor notícia para os Heat.

1 comentário:

  1. sempre considerei o cris bosh mais importante para equipa do que aquilo que fazem dele
    é um facto que nomes como Wade e James atraem muitas atençoes sobre eles mesmos acabando por deixar os colegas "escondidos". No entanto se Miami está a jogar como está é graças a jogadores como Bosh e sobretudo um banco poderoso que conta com outros grandes atletas como Haslem e Joel Anthony que muito embora seja fraco a atacar é o tipo de jogador que todas as defesas gostariam de ter pelos inúmeros ressaltos que ganha.
    Resta-me apenas dizer que sigo atentamente o blog e desejar uma continuação de um muito bom trabalho.

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