11.5.11

Um salto em frente


Mike Conley, o sénior, conheceu a glória a saltar. Para a frente. Foi praticante de salto em comprimento e triplo salto, campeão mundial e medalhado olímpico (prata em 84 e ouro em 92) neste último. O seu filho escolheu ganhar a vida também a saltar. Mas para cima. E começa agora a conhecer a glória.

Mike Conley, o júnior, tem sido uma das revelações destes playoffs e um dos jogadores mais sólidos dos surpreendentes Grizzlies. E na sua primeira presença na segunda fase está a convencer muitos dos seus críticos no passado.

Conley foi seleccionado no 4º lugar do draft de 2007 (a seguir a Greg Oden, Kevin Durant e Al Horford; não foi o melhor ano daí para baixo), mas não conseguiu garantir o lugar de base titular desde o início. Nas duas primeiras temporadas saltou entre o banco e o cinco inicial (10.1 pts e 4.2 ast nesses dois primeiros anos) e foi apenas na temporada passada que se tornou o base titular indiscutível (uma aposta de Lionel Hollins quando assumiu o comando da equipa). Os seus números melhoraram desde aí (13 pts e 6 ast nos dois últimos anos), assim como a sua regularidade e fiabilidade. A sua capacidade de liderar o ataque dos Grizzlies tem crescido de ano para ano e a equipa tem crescido com ela.


As atenções e os louros pelos brilhantes playoffs que Memphis está a realizar têm recaído quase todas sobre Zach Randolph, Marc Gasol e o jogo interior, mas Conley tem sido um manobrador inteligente e tem colocado a bola nos sítios certos no ataque. E tem sido um manobrador versátil também. Ora joga o pick and roll, ora serve os jogadores a poste baixo, ora assiste para lançadores que se desmarcam, ora vê uma brecha na defesa, penetra e cria um lançamento para si.

Tem sido um distribuidor seguro e tem variado as soluções. Se o ataque dos Grizzlies tem sido imprevisível, é dele a responsabilidade. Sem ser um jogador fora de série em nenhum aspecto do jogo, está a tomar decisões inteligentes e, sem forçar ou sair do seu papel, tem feito muito bem o trabalho que lhe é exigido naquele sistema ofensivo. Melhorou no aspecto onde era mais fraco (na defesa) e, tal como a equipa, meteu uma mudança acima nestes playoffs e os seus números estão os melhores da carreira (16 pts, 6.1 ast e 3.6 res). E depois de meter Tony Parker no bolso, está a lutar taco a taco com Russell Westbrook.

Se muitos não sabiam quem ele era até aqui, isso está a mudar rapidamente. Estes playoffs estão a ser um grande salto em frente para Mike Conley. O júnior.

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