1.10.15

Boletim de Avaliação - Portland Trail Blazers


Continuando com a análise da offseason das 30 equipas da liga, depois de paragens em Denver, em Minnesota e em Oklahoma City, vamos até ao estado do Oregon, por onde passou um furacão este Verão:


Boletim de Avaliação - Portland Trail Blazers

Saídas: LaMarcus Aldridge, Nicolas Batum, Wesley Matthews, Robin Lopez, Arron Afflalo, Steve Blake, Dorrell Wright
Entradas: Mason Plumlee, Ed Davis, Al-Farouq Aminu, Gerald Henderson, Noah Vonleh, Maurice Harkless, Phil Pressey, Tim Frazier, Pat Connaughton (41ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Damian Lillard - CJ McCollum - Al-Farouq Aminu - Ed Davis - Mason Plumlee 
No banco: Tim Frazier - Gerald Henderson - Allen Crabbe - Moe Harkless - Noah Vonleh - Meyers Leonard - Chris Kaman
Treinador: Terry Stotts

Balanço: O furacão LaMarcus passou pela cidade e levou com ele a equipa quase toda. A pergunta após esta offseason não é "quem saiu?", mas antes "quem é que não saiu?". Perderam quatro dos titulares e dois dos principais suplentes. Seis dos oito jogadores mais utilizados no ano passado. Não fizeram "mudanças na equipa", fizeram uma remodelação total.

É claro que tudo começou com LaMarcus Aldridge. Bem, cronologicamente, não começou com ele, mas tudo dependia da sua decisão. Renovar com o free agent mais cobiçado deste Verão era o grande objectivo da offseason dos Blazers e era disso que dependia não só toda a offseason, mas também o futuro da equipa.

Se ele continuasse em Portland, o plano seria manter junto o grupo que teve mais de 50 vitórias nas últimas duas temporadas e continuar esse caminho. Se ele saísse, era hora de reconstruir.
Quando souberam que ele não ia renovar (e souberam, de certeza, antes do anúncio oficial ou não teriam trocado Batum), decidiram mandar tudo abaixo e recomeçar quase do zero.

Trocaram Nicolas Batum por Gerald Henderson e Noah Vonleh. Deixaram sair os outros free agents (Matthews, Lopez e Afflalo). Trocaram Steve Blake e Rondae Hollis-Jefferson (o jogador que escolheram no draft) por Mason Plumlee (e Pat Connaughton). Contrataram Ed Davis por 3 anos e 20 milhões (que vai ser um contrato modesto sob o novo tecto salarial) e Al-Farouq Aminu por 4 anos e 30 milhões (idem). E receberam dos Cavs um par de escolhas no draft em troca da absorção dos contratos de Brendan Haywood e Mike Miller (que dispensaram).

A remodelação foi forçada e o general manager Neil Olshey preferia, com certeza, não ter de a fazer. Mas mostrou-se prevenido, tinha um plano B no bolso e deixou a organização bem posicionada para a reconstrução.

Ficaram com muitas e variadas peças e opções: vários jogadores jovens que podem fazer parte do futuro (vão ter tempo para ver se entre eles há algum para manter) ou então para usar em negócios futuros. Escolhas no draft. E flexibilidade e espaço salarial.

Só não começam do zero porque seguraram a outra estrela da equipa. Chegaram a acordo com Damian Lillard (que ainda tem apenas 25 anos) para uma extensão do contrato e o base renovou por mais 5 anos (e mais de 120 milhões de dólares). Esta é agora a sua equipa e é em volta dele que vão construir.

Por tudo isto, temos de lhes dar duas notas: uma para o plano A e, porque equipa prevenida vale por duas, outra para o plano B. O primeiro não podia ter corrido pior (e os Blazers vão dar um grande tombo na tabela). Mas o segundo até que correu bem (e agora é ter paciência e esperar pelos próximos passos).

Nota do plano A: 7
Nota do plano B: 11

(a seguir: Utah Jazz)

5 comentários:

  1. Papa Valdemares02/10/15, 00:20

    Estarás a ser muito generoso.

    A nota para o plano B «só poderá» ser para o facto de se terem preparado, na medida do possível, e não se terem deixado apanhar com as calças na mão.

    Tudo o mais é um profundo desastre. Esta equipa de Portland parece mesmo vitimada pelo «azar».

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    1. Sim, é em grande parte para isso, para uma boa preparação da offseason e para a prevenção de todos os cenários. Mas é também, em parte, para as mudanças que fizeram. É claro que a offseason foi desastrosa (daí a nota ao plano A), mas as mudanças que fizeram, dentro das cirscuntâncias, não foram más e não os deixam mal posicionados para uma reconstrução.
      Podiam ter sido melhores e não conseguiram nenhuma peça central para o futuro (como os Wolves no ano passado, por exemplo), daí a nota modesta. Modesta, mas positiva.

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  2. Acho que é muito dinheiro pelo Lillard, mas a NBA já nos habituou a isto.

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    1. Com o novo contracto televisivo e a subida nas receitas da liga (e a consequente subida no tecto salarial) estes são os valores a que nos temos de habituar e que vamos ver daqui para a frente.

      Se é muito dinheiro ou não é relativo, acho que temos de pensar mais em termos percentuais do que em valores absolutos: é um contrato máximo, 100% do que lhe podiam oferecer, e é perfeitamente lógico que os Blazers ofereçam isso ao seu melhor jogador e, daqui para a frente, franchise player.

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  3. Na minha opinião a subida do tecto salarial não vai dar em nada, a não ser mais dinheiro nos contratos dos jogadores, isto é, se antes tinham 50 para gastar e davam 20 ao melhor jogador, agora têm 100 e dão 40. No resto da equipa dantes davam 15 ou 10 aos restantes bons jogadores e agora dão 30 ou 20. Ou seja, aqueles grandes contratos flop's agora ainda vão ser maiores.. então os primeiros contratos neste novo tecto salarial vamos assistir a coisas absurdas.

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