29.4.13

CONTRA-ATAQUE - A lesão de Westbrook


Como sabem, à segunda temos nova coluna e novo colaborador (se ainda não sabem e perderam a estreia do Pedro Silva na passada segunda feira, podem ver o primeiro Contra-Ataque aqui). Hoje, o Pedro contra-ataca com a sua opinião sobre a lesão de Russell Westbrook e o que esta significa para os Thunder, para os playoffs de 2013 e para a NBA:




A infeliz (mas, ao contrário do que alguns disseram, totalmente casual) lesão de Russell Westbrook levanta uma série de questões pertinentes, para os Thunder, para os playoffs e para a liga.

Uma questão que para mim continua com a mesma resposta é a do campeão. Sinceramente, com ou sem Westbrook, não vejo como qualquer equipa da NBA este ano se vá propor a ganhar quatro jogos em sete a estes Miami Heat. Ainda assim, os Thunder eram a melhor aposta para pelo menos tornar a final bem disputada. Por outro lado, lá por termos uma ideia de como será o final da história, não quer dizer que o caminho até lá não continue a ser interessante, sendo que provavelmente até ficou mais.

Para os Thunder, a coisa ficou mais feia. A equipa vai provavelmente seguir em frente na primeira ronda, depois de se ter safado nos jogos 2 e 3. Completando o "sweep" ou tendo de ir a quinto jogo, estará na semi-final de conferência.

Para OKC, a ausência de Westbrook significa várias coisas. A primeira e mais óbvia é a confirmação de que o homem afinal é humano e não um cyborg, já que o jogo de Sábado foi o primeiro que falhou na carreira, entre 394 consecutivos na época regular, 45 de playoffs, todo o percurso universitário em UCLA e, diz o próprio, o tempo de liceu.

A nível prático, é relativamente previsível o que vai acontecer - Mais Durant (não necessariamente mais minutos, já que Durant foi o segundo jogador da liga com mais minutos disputados, embora os 47 que esteve em campo no jogo 3 possam ser preocupantes - sobretudo quando Scott Brooks não o descansou quando a equipa estava a ganhar por 26 pontos no segundo período...). Para os apreciadores de perfomances individuais, vamos ver KD fazer jogos com altas pontuações no futuro próximo, já que se torna quase a única opção ofensiva consistente dos Thunder. Sem Westbrook, Scott Brooks vai ter que colocar mais minutos em Reggie Jackson (o que não é necessariamente mau), Derek Fisher (o que roça o catastrófico para os Thunder) e Kevin Martin (que escusa de ter maiores responsabilidades - é um jogador que faz os seus pontos com eficiência, mas não é capaz de criar o próprio lançamento e é um cone laranja na defesa).

Talvez mais interessante do que o que acontece aos Thunder sem Westbrook é o que acontece à conferência de Oeste sem Westbrook. Embora ninguém garantisse que seria Oklahoma City a ganhar o direito de ser vice-campeão da NBA disputar a final com Miami, os Thunder seriam o mais forte candidato. Assim, qualquer das 6 equipas ainda vivas (Lakers estão oficialmente fora, os Rockets estão a caminho de os acompanhar) têm legítimas hipóteses de se sagrar campeão do Oeste.
Pessoalmente, acho que quem sobreviver da série Clippers vs Grizzlies (série fascinante, embora nem sempre tão "espectacular" como a dos Warriors vs Nuggets) deverá ser ligeiramente favorito contra os Thunder, ainda que Oklahoma tenha sempre a vantagem de casa. Os Spurs, que aproveitam o merecido tempo livre após correrem com os Lakers, podem ser os grandes beneficiados do joelho estragado de RWB.

Finalmente, talvez seja tempo de a NBA reconsiderar a sua programação de 82 jogos de época regular. O excesso de lesões importantes (Galinari, Kobe Bryant, Rose, Rondo, David Lee, Kevin Love, Stoudemire, Granger, Westbrook - sendo que há ainda jogadores como Curry e Noah, que têm jogado debilitados) faz-me achar que era boa altura para cortar 10 ou 12 jogos ao calendário (até porque olhando para os timmings das lesões de Kobe, Galinari, Lee e Westbrook, bem como a de Rose na época passada por esta altura, vemos que se deram no final da temporada e com centenas de minutos acumulados). As lesões acontecem e vão continuar a acontecer. Muitas vezes são simplesmente produto de infelicidade e do acaso, mas não há como pelo menos não reflectir se tantos jogos em tão pouco tempo não têm um papel importante nestes casos que acabam por decidir campeonatos...


Pedro Silva
Autor do Na Desportiva
Escreve aqui às 2ªs

9 comentários:

  1. Bom comentário sobre os Thunder, realmente vai ser muito difícil eles conseguirem ser campeões de conferência depois desta lesão... Não concordo muito com a parte de diminuir jogos porque por exemplo, o ano passado houve menos uns 20 jogos e o derrick rose lesionou-se por esta altura, por isso não me parece que seja disso e uma coisa que diferencia a nba de todas as outras competições é mesmo o facto de jogarem tantos jogos numa época!

    ResponderEliminar
  2. A época passada foram menos jogos mas foram condensados em menos tempo, que a época já começou atrasada e teve vários back-to-back-to-back, pelo que não ter havido mais lesões do género (o Shumpert também se lesionou com gravidade nos playoffs) até foi uma sorte.

    ResponderEliminar
  3. A simples lógica diz-nos que, quanto mais jogos houver, mais probanilidades de lesões sucederem existem.

    Por outro lado, os treinadores podem sempre optar por dar menos minutos aos seus titulares. Até porque, se as lesões não aparecem no presente, cairão em força no futuro.

    ResponderEliminar
  4. Muito bem vista a questão do número de jogos da fase regular...preferia uns 66 jogos com calendários mais espaçados, dando mais tempo aos jogadores para recuperar e dando mais espaço de antena a equipas menores. O prob é mesmo do ponto de vista financeiro, visto que isso ía impossibilitar ter todas as grandes equipas a ir visitar sitíos menos auspiciosos, como o Wisconsin ou o Ohio.

    De facto as lesões, quer queiramos quer não são más para o espectáculo e acabam por desvirtuar a competição. O próprio Popovich o admitiu ontem, depois de os Spurs varrerem os Lakers, que as equipas não estavam em igualdade de circunstâncias, e que não lhes foi dada uma oportunidade justa de competir. Mais ou menos como provavelmente vai acontecer na relação entre os Thunder e o título.

    De qualquer das formas, esta lesão também questiona a gestão a longo prazo que os Thunder têm. A intenção é boa mas não manterem o Harden pelo menos mais um ano, foi um erro. Relembro a quem não sabe que os Rockets nos anos 80 também pareciam estar a construir uma dinastia até lesões, casos de Doping e mais umas quantas distracções lhes terem dado cabo dos planos.

    http://www.grantland.com/story/_/id/8600657/an-oral-history-hakeem-olajuwon-ralph-sampson-1980s-houston-rockets

    ResponderEliminar
  5. Concordo com a analise sobre os Thunder mas quanto aos jogos não partilho a mesma opinião...NBA é isto mesmo, jogos sobre jogos. Os jogadores só jogam os minutos que os treinadores acham que devem jogar, tem tudo a ver com apostas de risco, quantas vezes RW e KD, principalmente KD, não poderia descansar nos jogos de OKC ? Não descansam porque querem marcar pontos e fazerem grandes stats para os prémios individuais especialmente KD que gosta de competir pelo lider de pontos...tantas vezes que os OKC estavam a atropelar os adversários e continuavam com o 5 inicial e com o ritmo infernal ate aos últimos segundos de jogo? Kobe bryant? quantas vezes ele nao jogou praticamente o jogo todo? Não era ele que pedia ou exigia (pois tem esse status) para jogar o jogo todo? Existe equipas que preferem arriscar jogos ou piorar os seus números ofensivos e defensivos para salvaguardarem os seus jogadores enquanto que outras jogam no limite ou não pensam nisso...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. acredito q o q digas possa estar de vez em qdo correcto mas sinceramente falar em Kobe esta época? qtas vezes ele jogou praticamente o jogo todo? a resposta é a seguinte, qdo estavam a atropelar um adversário NUNCA! simples. Smp q jogou o jogo quase todo, o jogo esteve em risco. Smp q 1 jogo esteve em risco os playoffs tb (tanto é q os Lakers só se classificaram para os playoffs no último jogo.)
      qto aos jogadores quererem jogar mais minutos, todos jogadores querem. Cabe ao treinador dizer que há um limite. E tal como Kobe, outros jogadores querem jogar o jogo todo, ainda mais qdo a sua equipa está a perder. Achas q se os Heat estivessem quase fora dos playoffs o Lebron n tinha mais minutos? N sejas anjinho..
      Qto a última frase volto a relembrar q os Lakers só entraram nos playoffs no último jogo. Limitar os minutos do Kobe e arriscar nem q seja 1 jogo significava n ir aos playoffs. Parece q estás a falar de 1 equipa q já estava nos playoffs LOL... Claro q Kobe ia querer mais minutos para ajudar a equipa. Cabia era ao treinador duas coisas, a primeira era sentar Kobe, mesmo q este n quisesse, a 2ª era compensar a ausência de Kobe, fazendo c q a equipa conseguisse jogar bem sem ele...
      No jogo em q Kobe se lesionou teve 2 lesões antes e a 3ª foi de vez. Qq treinador c cabeça sentava o jogador antes..

      Eliminar
    2. Blake Mamba30/04/13, 23:58

      analisando agora à posteriori, sim, tinha sido preferível falhar os playoffs e n desgastar o Kobe desnecessariamente. no entanto, o post é sobre os Thunder e o Westbrook

      Eliminar
    3. já disse e volto a dizer, se fosse apenas para falar do assunto dos posts, o blog era bastante limitado. N se pode esperar ou "pedir" ao Márcio para abrir um tópico para qq assunto q possa interessante para alguns. Claro, a n ser q o Márcio n concorde com esta opinião n vejo pq n falar de outros assuntos q possam ser interessantes.

      Eliminar
  6. Acrdito que a lesão de Westbrook acaba por ser bom para haver uma final mais disputada.


    Santo António para mim são os adversários mas fortes de Miami só que tinham um problema que nao dificilmente se iam adaptar pois nao encaixam com o basquete deles.

    Assim ficam livres para chegar á final.

    ResponderEliminar