7.3.11

O futuro foi este fim-de-semana


Daqui a uns anos vamos ter um programa de computador a decidir a jogada final num jogo da NBA? Ou um informático no banco da equipa ao lado do treinador? E jogadores a usarem sensores que medem e analisam todos os seus movimentos em campo para decidir quais as jogadas em que têm mais probabilidades de sucesso? Para os oradores da Sports Analytics Conference não é uma questão de "se", mas antes de "quando" isso vai acontecer.


Durante dois dias, no Centro de Convenções de Boston, discutiu-se o futuro do desporto (e da NBA). A organização foi da Sloan School of Management (pertencente ao famoso MIT) e o painel de oradores incluía alguns dos mais reputados comentadores, analistas, estatísticos, general managers, treinadores e atletas. Infelizmente não pudemos estar presentes, mas graças a alguns dos nossos amigos que lá estiveram podemos ler o que se falou por lá.

E são tantos os temas interessantes e relevantes que não é fácil destacar só um ou dois. Desde o desenvolvimento de jogadores até à recolha de dados estatísticos, passando pelo papel da tecnologia no trabalho do treinador (e nas suas decisões no campo) ou pelas mudanças que as redes sociais trouxeram à experiência dos fãs (como espectadores e também participantes).

Para além de temas como estes, discutiram-se também outros mais relacionados com a parte empresarial, como "A problemática do lucro na NBA" ou "A propriedade duma equipa é um hobby de ricos?", mas vamos focar-nos apenas na parte desportiva e nos temas mais relevantes para o futuro do jogo e daquilo que acontece dentro de campo. E só com isso já temos leitura e matéria de estudo para muitos dias (ou semanas). Aqui fica uma selecção de artigos sobre alguns dos temas mais interessantes:

- Tarek Amil, director da InfoMotion Sports, prevê que as máquinas podem auxiliar (ou susbstituir) os treinadores nas decisões que têm de ser tomadas (em poucos segundos) em campo. Vejam o artigo de Beckley Mason no True Hoop ou este de Dan Devine, no Ball Don't Lie.

- Ainda neste velho debate do instinto vs informação e na utilização de dados para decidir, este artigo de Sebastian Pruiti. E Rob Mahoney, do Off the Dribble, diz que a evolução da análise estatística é simplesmente uma consequência de querer saber tudo o que fôr possível sobre o jogo.

- Malcolm Gladwell apresentou, no seu livro "Outliers", a teoria das 10.000 horas (que defende que são precisas 10.000 horas de prática para alguém se tornar especialista em qualquer actividade) e nesta conferência explicou como essa teoria se traduz no desporto. Michael Schwartz faz aqui um resumo do que isso significa para o desenvolvimento de jogadores.



- E acabamos com um homem da casa: Wyc Grousbeck, um dos proprietários dos Celtics explicou a receita para construir uma equipa campeã e o blog dos Celtics estava lá para nos contar.

Boas leituras!

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